Saúde

Crivella prorroga isolamento social na cidade do Rio

Prefeito e governador dizem que fim do isolamento social depende de a rede pública de Saúde ter mais disponibilidade para o atendimento de doentes

29 de abril de 2020
Crivella,diz que fim do isolamento social depende de equipamentos para rede de Saúde (foto: Prefeitura / Divulgação)

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Atualizado em 30/4/20

O prefeito Marcelo Crivella prorrogou as medidas de isolamento social, que vigoram no Rio desde 16 de março. Inicialmente, o novo período de quarentena vai durar até 15 de maio, mas pode ser revisto. Ele declarou que a volta à normalidade poderá ocorrer quando a rede de Saúde da cidade estiver totalmente preparada com os novos equipamentos comprados pela Prefeitura.

A falta de equipamentos afeta, por exemplo, o completo funcionamento do hospital de campanha do Riocentro, planejado parar ter 500 leitos, sendo 100 de UTI. A unidade começará a funcionar com 100 leitos e somente 20 deles de UTI.

Já o governador Wilson Witzel prorrogou o isolamento até o dia 11 de maio e disse que só vai implementar o Plano Estadual de Reabertura Planejada, medida de afrouxamento do isolamento social, quando houver, ao menos, 30% dos leitos de UTI disponíveis. Atualmente, a rede pública do Estado já está com quase todas as vagas lotadas.

Prefeito e governador estão preocupados com o crescimento dos casos de Covid-19 e a diminuição dos mesmos é também condição básica para o relaxamento da quarentena.

Witzel afirmou que sua esquipe está trabalhando para aumentar a quantidade de leitos, abrindo 8 hospitais de campanha em maio, com unidades na capital e no interior do Estado. “Enquanto nós não tivermos todos os hospitais de campanha abertos, acredito que vai ser muito difícil fazer a abertura, que vai colocar mais gente na rua”, disse o governador.

O Estado do Rio conta com 8.869 casos confirmados de contaminação pelo coronavírus e 794 óbitos, até o dia 29 de abril, de acordo com o Ministério da Saúde. Mas há conhecimento de que os números estão muito abaixo da realidade, por causa da subnotificação causada pela falta de testes.  O Governo do Estado só recebeu 87 mil testes de uma compra que chegou ao total de 1,2 milhão.

 


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