Crise hídrica pode alavancar gás natural no Rio | Diário do Porto


Energia

Crise hídrica pode alavancar gás natural no Rio

Rio de Janeiro responde sozinho por 63% da produção de gás natural do País. Novas leis visam atrair mais investimentos para o setor no estado

21 de setembro de 2021

Naturgy vai ao Cade contra reajuste no preço do gás natural (divulgação/SindiPetro)

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro regulamentou dois decretos do governador Cláudio Castro que incentivam a instalação de usinas termelétricas e o aumento da produção de gás natural, insumo abundante no estado. Nos textos o governador menciona o “cenário atual de crise hídrica que afetou negativamente a geração de energia no país”. Castro considera que esta é uma oportunidade para a atração de empreendimentos termelétricos movidos a gás natural, “como vetor de sustentabilidade para manutenção do fornecimento de energia elétrica”. Também destaca o “papel do Estado para incentivar o gás como matéria-prima base, abundante no estado, aos produtores de energia elétrica”.

O texto do decreto que regulamenta a Lei 9214/21 pontua que “a utilização dos portos e outras infraestruturas logísticas do estado viabiliza a atração de investimentos de construção ou modernização da infraestrutura fluminense”. O Rio de Janeiro é o maior produtor de gás natural do Brasil, produzindo mais de 88 milhões de metros cúbicos por dia do insumo, o que representa 63% da produção nacional. A cadeia de gás natural tem importância fundamental para o desenvolvimento econômico e social fluminense.


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Investimento em gás natural pode chegar a R$ 14 bi

Coautor da Lei 9214/21, o presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), destaca o potencial do novo regime tributário para alavancar o desenvolvimento econômico do estado a partir da geração de energia elétrica. “São mais de R$ 14 bilhões em investimentos que podemos ter com os leilões realizados este ano (junho e setembro) e haverá ainda mais leilões em 2022 e 2023”, comentou o deputando, na ocasião da aprovação da lei.

O presidente da Comissão de Tributação, deputado Luiz Paulo, destacou a relevância da medida como incentivo ao desenvolvimento econômico do estado.

“Se o Rio de Janeiro é o maior produtor de gás natural do Brasil, é justíssimo que novas termelétricas que estão sendo licitadas estejam aqui e se beneficiem da competitividade do estado”, comentou o deputado Luiz Paulo (Cidadania), presidente da Comissão de Tributação.