Criptomoeda distribui croissants no Rio e em NY | Diário do Porto


Inovação

Criptomoeda distribui croissants no Rio e em NY

Projeto Croissant está inserido na blockchain Cronos e usa taxas para comprar e distribuir o quitute nas ruas e instituições de caridade

19 de abril de 2022

Ação de grupo de criptomoedas distribui croissant em Santa Teresa

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O que criptomoeda tem a ver com croissant? A resposta está na criatividade de um grupo de jovens amigos que decidiram lançar uma moeda nova chamada … isso mesmo, Croissant. 

Tudo começou com a ideia curiosa de um grupo de amigos de Nova Iorque, os NYC (Namess Youth Club). A partir do pensamento de que o mundo das criptomoedas deveria servir para algo mais além de ganhar dinheiro, os jovens começaram a esboçar o que viria a ser a moeda Croissant. 

A iniciativa é inovadora. Sempre que alguém compra ou vende um ‘token’ recém lançado, há o pagamento de uma taxa na compra e de outra na venda. Geralmente, essas taxas servem para pagar o time pelo trabalho e a “carteira de marketing”. Com o valor arrecadado, contrata-se influenciadores do mundo cripto, divulgações em outdoors, parcerias com projetos pré-existentes etc. É aí que entra a diferença da Croissant. 

Mickey distribui croissant
O Mickey também entrou na onda de distribuir croissant, em Nova York

No lugar de uma carteira para marketing, o grupo resolveu criar uma “carteira Croissant”. O dinheiro é usado para comprar croissants e distribuí-los a instituições de caridade e também nas ruas, alimentando – literalmente – conversas sobre o mundo cripto. Os encontros buscam desmistificar as criptomoedas e são gravados, resultando na edição de vídeos bem divertidos.  

O grupo já distribuiu mais de 1.500 croissants em Nova Iorque e no Rio de Janeiro, onde tem parceria com o psicólogo Henrique Maluf, 29 anos. No Rio, as ações se espalharam por diversos bairros, como São Cristóvão, Santa Teresa, Lapa, Leme, Urca e Arpoador. Houve doações para instituições como o Ambulatório da Providência, em São Cristóvão, e o projeto Semente do Verbo, das freiras carmelitas de Santa Teresa.

Foram mais de 10 horas de ações só no Rio. O mundo cripto é surpreendente, alguns projetos sem fundamento dão certo, enquanto outros com tudo para decolar não saem do chão”, diz Henrique. “Por isso é muito difícil dizer onde estaremos, no que diz respeito a valor de mercado, no futuro.”

 

Croissant no Leme
Croissant na praia: criptomoeda faz ponte Rio-NY

O importante, segundo ele, é “seguir trabalhando e entregando conhecimento”, além de ajudar pequenas padarias, abrigos e pessoas em geral. “Teremos uma ação na Etiópia dentro de uma semana. Além disso, estamos planejando Bélgica, Alemanha e, voltando aos Estados Unidos, Miami. Como não temos carteira de marketing, nossa chance é continuar mostrando ao mundo o potencial do nosso trabalho através dos vídeos e da transparência com que fazemos tudo”, aposta. 

O nome Croissant é uma brincadeira com o nome da blockchain (ou rede) na qual o projeto está inserido, a Cronos, também chamada de CRO, da empresa crypto.com. A gigante será uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo e a audiência da rede só cresce. Você pode entender mais sobre o projeto no twitter (@croissantdao) e no tiktok (@croissantdao).

 


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