CPI dos Trens fica 'estarrecida' com desleixo da Supervia | Diário do Porto


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CPI dos Trens fica ‘estarrecida’ com desleixo da Supervia

Visita de deputados da CPI dos Trens, da Alerj, ao ramal de Santa Cruz da Supervia expõe precariedade do serviço que usuários enfrantam todos os dias

27 de abril de 2022

Deputados da CPI dos Trens visita estação da Supervia (Rafael Wallace/Alerj)

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Lixo nas margens da linha férrea, buracos nas paredes, dormentes em mau estado, falta de acessibilidade e de banheiros nas estações, vagões com desembarque distante e com altura em desconformidade com a plataforma. Esta é a Supervia que os cariocas e fluminenses conhecem e que deputados estaduais tiveram oportunidade de ver de perto em uma inspeção da CPI dos Trens.

Os integrantes da CPI dos Trens, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), fizeram mais esta inspeção no serviço da concessionária SuperVia na segunda 25. Eles embarcaram na Central do Brasil, pararam na estação Deodoro e seguiram até Santa Cruz, parada final do ramal da Zona Oeste.

Presidente da CPI, a deputada Lucinha (PSD) lamentou a precariedade do serviço oferecido à população e cobrou que o governo estadual fiscalize junto à Agetransp. “É um descaso. Os usuários do ramal Santa Cruz ainda imploram a volta da linha expressa, que parava em 18 estações, em vez das 34 do parador”, disse Lucinha.

 

CPI dos Trens visita estação da Supervia
Estação da Supervia: CPI dos Trens critica falta de acessibilidade (Rafael Wallace/Alerj)

 

A deputada frisou que a passagem é cara e que a SuperVia tem que assumir sua responsabilidade. “É uma falta de zelo. As pessoas atravessam a linha por buracos, as canaletas não são limpas há muito tempo”, resumiu.

O deputado Luiz Paulo (PSD), engenheiro civil com especialização em transporte, constatou que a manutenção feita pela concessionária é corretiva e não preventiva. Ele ressaltou a importância da linha que atravessa 12 municípios da Região Metropolitana e deveria estar integrada a outros modais. O parlamentar destacou que, sem oferta de transporte público de qualidade, não há desenvolvimento econômico.

 


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“Só fazem o mínimo para o sistema não colapsar. A linha é um depósito de lixo, a estação Senador Camará (Zona Oeste da capital) está sob controle dos narcotraficantes. O Governo do Estado precisa ter uma posição forte diante da concessionária. Para o serviço ficar razoável precisa melhorar muito. Apesar de ser um serviço estruturante, o trem vai se desestruturando, perdendo passageiros”, afirmou.

Enfermeira Rejane (PCdoB) se disse “estarrecida” com a situação de abandono: “A composição balança tanto que pode causar problemas de coluna. É muito grave, é muito abandono. A empresa não demonstra respeito com o povo”. Também participaram da inspeção os deputados Giovani Ratinho (SDD), Martha Rocha (PDT) e Waldeck Carneiro (PSB).


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