Coworking volta a crescer com avanço da vacinação | Diário do Porto


Inovação

Coworking volta a crescer com avanço da vacinação

No Aqwa Corporate, coworking Studio Aqwa já percebe maior procura. Após fechar 2 na Zona Sul, WeWork abriu no Santos Dumont e se mantém na Almirante Barroso

27 de julho de 2021

Studio Aqwa adotou distanciamento entre posições nas mesas de trabalho e outras medidas sanitárias para garantir segurança dos usuários (Foto: Divulgação)

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Rosayne Macedo

Num primeiro momento, a pandemia interrompeu a tendência de crescimento do coworking, os espaços flexíveis ou compartilhados de trabalho. Muitos não resistiram ao esvaziamento dos grandes centros comerciais. Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, que aos poucos intensifica o movimento de volta aos escritórios, e a tendência do trabalho híbrido, que inclui a opção por espaços compartilhados, esse tipo de negócio volta a enxergar um horizonte de oportunidades. Tanto para empreendedores cansados do home office, como para empresas de médio e grande portes que querem reduzir custos com aluguel de salas comerciais convencionais.

No Rio de Janeiro, os bairros mais procurados por interessados em coworking continuam sendo o Centro e a Barra da Tijuca, com uma crescente demanda para o Porto Maravilha. Após meses difíceis da pandemia, o movimento está voltando ao normal no Studio Aqwa, instalado no Edifício Aqwa Corporate, que hoje tem mais de 80% de ocupação com a vinda da Caixa, Icatu Seguros e Enel. Para Gabriel Almeida, geral management do Studio Brasil, responsável pela gestão do Studio Aqwa, o mês de maio foi a “virada de chave”. O mercado voltou a crescer, indicando um retorno vigoroso às atividades.

“Percebemos que o mercado voltou com tudo em maio e notamos muitas empresas buscando esse modelo mais flexível. Percebemos aumento considerável na procura por espaço no regime híbrido, em que o cliente e sua equipe não vão todos os dias ao escritório”, diz o executivo.

Depois de fechar dois endereços na cidade (Botafogo e Ipanema), a rede internacional de espaços flexíveis WeWork decidiu manter suas atividades em duas unidades no Centro do Rio – Avenida Almirante Barroso e Bossa Fashion Mall, no Aeroporto Santos Dumont – além de uma terceira na Barra da Tijuca. Lucas Mendes, diretor-geral das operações da WeWork no Brasil, declarou que está otimista com o cenário atual e que “os coworkings do país tiveram números ainda melhores que a média global”. Mesmo em meio à pandemia, de março a julho de 2020, a empresa já havia iniciado as operações de quatro unidades no país, incluindo o Bossa Nova Mall.

A consultoria imobiliária internacional Binswanger, que abriu filial no Rio no final de 2020, percebe a tendência de busca por imóveis em contratos mais flexíveis, com decisões mais rápidas, e espaços mais modernos, como o coworking. “Com o avanço da vacinação é natural que as empresas repensem seus modelos de ocupação de escritórios e retornem gradativamente, em modelo híbrido”, diz a diretora Evie Kempf. A Binswanger aposta na retomada do desenvolvimento do Rio. “A cidade possui um potencial de crescimento fantástico, não só das empresas voltadas para o setor de óleo e gás, como também tecnologia, serviços e financeiro”, comenta o sócio-diretor Nilton Molina Neto.


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Coworking pode crescer ainda mais no Porto Maravilha

O Studio Aqwa adotou uma série de medidas para se adequar aos novos protocolos sanitários e flexibilizou os planos para atender especialmente, diante da grande procura – saiba mais aqui. Agora, espera pelo avanço da vacinação. “Para que o segmento volte a crescer é extremamente necessário o acesso à vacina por todos. Os empregadores querem a volta para o escritório por produtividade e engajamento da equipe, mas temem colocar a saúde dos colaboradores em risco. Sem dúvida, com a vacina, o mercado irá bombar novamente”, afirma.

No caso específico do Studio Aqwa – e do Aqwa Corporate, como um todo – Gabriel vislumbra um crescimento maior a partir de novas políticas públicas que beneficiem os negócios instalados no Porto Maravilha. “Há uma promessa de intensificação de investimentos por parte da prefeitura e há algumas leis que, após aprovadas, trarão benefícios fiscais para empresas de tecnologia do Porto Maravilha e podem beneficiar alguns setores da economia com isenção fiscal para quem está na região”, destacou.

Wework: mudanças em tempos de pandemia

A WeWork fechou dois espaços flexíveis (Botafogo e Ipanema), mas manteve as duas mas está otimista com as duas unidades do Centro e uma da Barra da Tijuca (Foto: Divulgação)

Assim como o Studio Aqwa, a WeWork, adotou protocolos rígidos de biossegurança por conta da pandemia de Covid-19, seguindo as legislações vigentes em cada cidade, respeitando o distanciamento social, e recebeu a Certificação Bureau Veritas, por atender rigorosamente as normas da OMS (Organização Mundial da Saúde). “Durante a pandemia, os prédios da WeWork operam com disposição de móveis ajustada e sinalização de comportamento que priorizam o espaço social, além de maior higienização”, afirma.

A gigante do coworking explicou ainda que o fechamento das duas unidades cariocas, em maio de 2020, fez “parte do plano estratégico da empresa para alcançar um crescimento rentável” e que desde 2019 tem revisado seus contratos em todo o mundo, para “direcionar sua presença e garantir que todas as localidades estejam criando valor para seu portfólio a longo prazo”. Hoje, a WeWork conta com 32 unidades no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. 


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Coworking aposta no sistema hídrido

A pandemia acelerou uma mudança na maneira como o mundo pensa sobre trabalho. Funcionários e organizações estão em busca de um modelo de escritório mais híbrido, de acordo com pesquisa realizada pela WeWork em abril deste ano, nos Estados Unidos: 79% dos executivos C-level planejam permitir que seus funcionários dividam seu tempo entre escritórios corporativos e o trabalho remoto.

Com a consolidação do trabalho híbrido, a empresa afirma passar por um momento promissor, com espaços prontos para receber negócios e profissionais que buscam mais flexibilidade. “As empresas estão adotando soluções cada vez mais dinâmicas para seus escritórios, já que podem crescer ou reduzir de acordo com a evolução de suas equipes, dos negócios e demandas. A WeWork está na melhor posição possível para fornecer o que o mercado precisa”, afirma Lucas Mendes.

De olho nessa nova necessidade do mercado imobiliário corporativo, a WeWork escolheu o Rio para executar um projeto de prospecção ativa de novos clientes para suas unidades do Centro e da Barra, em parceria com a consultoria Binswagner. “Acreditamos no potencial da região, uma vez que já temos outras iniciativas na cidade. A iniciativa é inédita para ambas as empresas e disruptiva no mercado de espaços flexíveis e coloca a Wework em um patamar distinto na divulgação e exposição de seus serviços”, diz o diretor-geral da empresa o Brasil.

Segundo Lucas Mendes, esse tipo de parceria já ocorre no mercado imobiliário corporativo tradicional, mas não é tão comum para empresas do mercado de coworkings. “O diferencial é unir o conhecimento profundo e especializado da Binswanger no Rio de Janeiro com nossa oferta de espaços compartilhados e flexíveis, com estrutura pensada para a nova tendência do trabalho”, comenta o executivo.

 


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