Covid faz Cruzeiros passarem mais tempo no Porto | Diário do Porto


Turismo

Covid faz Cruzeiros passarem mais tempo no Porto

Exigência de testes de Covid, comprovantes de vacinação e medição de temperatura aumentam em duas horas o tempo médio de embarque nos navios

22 de dezembro de 2021

MSC Preziosa é um dos navios que aguardam definição sobre retomada da temporada de Cruzeiros (DIÁRIO DO PORTO)

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Chico Silva

O “novo normal pandêmico” aumentou em duas horas o tempo médio de embarque de passageiros na temporada 2021 de Cruzeiros no Pier Mauá. Para embarcar nos gigantes dos mares, os turistas precisam apresentar teste PCR coletado com 72 horas de antecedência da viagem ou Antígeno feito 24 horas antes do embarque, além de comprovante de vacinação com duas doses ou dose única da farmacêutica Janssen aplicadas como no mínimo 14 dias antes da viagem. Além disso, o embarque é precedido por um teste de temperatura feito à distância por um moderno equipamento instalado no trajeto entre o portão de checagem de documentos e a área de espera no terminal de passageiros.

Segundo Marcello Chagas, coordenador de operações do Pier Mauá, os procedimentos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm atrasado a saída dos navios em duas horas em relação ao tempo normal gasto na última temporada sem Covid, em 2019. “O processo está mais demorado que o normal. E não tem jeitinho. Ou apresenta todos os documentos ou não embarca. Nessa temporada de Cruzeiros a segurança sanitária vem em primeiro lugar” afirma Chagas, que entre idas e vindas está desde 2008 no Pier Mauá.  O DIÁRIO DO PORTO observou uma equipe da Anvisa entrando nas dependências do navio MSC Preziosa  para realizar uma inspeção sanitária no último sábado.

Equipe da Anvisa em inspeção no MSC Preziosa (DIÁRIO DO PORTO)

Chagas conta que apesar das novas normas sanitárias não houve problemas ou incidentes mais sérios com os passageiros que desde 04 de dezembro estão viajando no Preziosa e no Costa Fascinosa, os primeiros “resorts flutuantes” a ancorarem no Porto do Rio para a temporada. O único momento de tensão foi com um passageiro que se recusou a usar máscara após desembarcar do Preziosa na semana passada. Ao ser advertido por Chagas, o turista disse que não tinha máscara. Ao ser informado que não poderia circular no cais sem a peça tentou agredir o Coordenador. Mas acabou contido por homens da Guarda Portuária, a “Polícia do Porto”. Diante da ameaça de ser preso, tirou a peça do bolso e a situação acabou resolvida. “A pandemia deixou as pessoas com os ânimos exaltados. Mas por sorte eu sou a pessoa mais tranquila que conheço”, disse Chagas.

Coordenador de Operações do Pier Mauá, Marcello Chagas foi quase agredido por um passageiro que se recusou a usar máscara (DIÀRIO DO PORTO)

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Dólar aumenta preços a bordo nos Cruzeiros

O Pier Mauá estima receber cerca de 19 mil passageiros para os Cruzeiros até o próximo dia 31 de dezembro. É bom lembrar que por conta da pandemia a capacidade dos navios está restrita a 75% da ocupação. A maioria dos turistas não tem se incomodado com as exigências do novo normal marítimo, que inclui também distanciamento social e uso de obrigatório de máscaras nas áreas comuns do Cais,Terminal e a bordo nos Transatlânticos.

Moderno equipamento afere temperatura dos passageiros à distância (DIÁRIO DO PORTO)

Vindos de Salvador com uma escala na Ilha Grande, o casal de empresários Lucas e Cleidiane Ramos fez seu primeiro cruzeiro no Preziosa na companhia de um grupo de 28 amigos da cidade de São João do Manhuaçu, interior de Minas Gerais. Mas curtiram tanto que já estão fazendo planos para o próximo. “Foi tudo ótimo e tranquilo. Nada nos incomodou. Os cuidados são para nossa própria segurança”, disse Lucas.

Lucas e Cleidiane Ramos não se incomodaram com normas e já pensam no próximo Cruzeiro (DIÁRIO DO PORTO)

O que parece ter incomodado mesmo foi o valor das bebidas e outros itens vendidos a bordo. “Os preços são absurdos. Tudo muito caro”, reclamou Márcia Lima ao desembarcar do mesmo navio. Como tudo comercializado no navio tem valor em dólar, uma cerveja nacional comum chega a custar mais de R$ 20. Uma caipirinha pode passar dos R$ 50. Para muitos o jeito foi beber água mesmo, único item farto e sem custo extra para o bolso dos passageiros.

Marcia Lima adorou a viagem, mas reclamou dos altos preços cobrados a bordo (DIÁRIO DO PORTO)

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