Copacabana Palace e prostíbulo de Niterói têm festas suspensas | Diário do Porto


Pandemia

Copacabana Palace e prostíbulo de Niterói têm festas suspensas

Polícia Civil fecha prostíbulos onde houve aglomeração, e Rio multa em R$ 15 mil Copacabana Palace por festa de 500 pessoas: ‘infração gravíssima’

16 de maio de 2021

Agentes da Prefeitura estiveram no Copacabana Palace (Seop)

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O esforço para conter a pandemia que já matou mais de 430 mil brasileiros levou a Polícia Civil e a Prefeitura do Rio a suspenderem o funcionamento de casas de prostituição em Niterói e a realização de festas no Copacabana Palace, no Rio. Apesar de separados pela distância e as diferenças sociais, os dois eventos quebraram igualmente as regras de isolamento social criadas para tentar conter a mortandade de cariocas e fluminenses pela Covid-19.

Na noite de quinta-feira 13, agentes da 76ª DP interditaram duas casas de prostituição no Centro de Niterói. Mais de 30 pessoas, entre clientes, funcionários e garotas de programa, foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento. Além de exploração sexual, o dono de um dos estabelecimentos, localizado na Rua Barão do Amazonas, foi notificado por causar aglomeração durante a pandemia da Covid-19.

Festa para 500 no Copacabana Palace

Na noite seguinte, sexta 14, quando o Brasil ultrapassava 432 mil mortos pela Covid-19, o Copacabana Palace  fechava seus salões para uma festa blacktie, com 500 convidados e vários shows. Segundo o Portal Metrópoles, que noticiou o evento, a festa comemorava o aniversário de um bicheiro. As atrações mais famosas foram a funkeira Ludmilla e Gusttavo Lima, que postou fotos com o colega Alexandre Pires antes da festa.
show de Gusttavo Lima
Copacabana Palace diz respeitar regras, mas shows aglomeraram (internet)

Entre artistas, bicheiros e políticos, também postaram imagens do evento as amigas Bebel Lobão e Duda Nogueira, neta do ex-senador Edison Lobão e filha do senador Ciro Nogueira (Progressistas/PI). Mumuzinho também foi flagrado pelo Metrópoles. O cerimonial ficou por conta da promoter Carol Sampaio, criticada nas redes sociais.

A entrada dos fura-isolamento social foi pela porta dos fundos, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, protegida por muitos seguranças. Outra muito criticada por sua contradição foi Ludmilla, que lamentou a morte do ator Paulo Gustavo pela Covid e cobrou atitudes do governo diante da pandemia.

‘Saúde é prioridade’, diz Copacabana Palace

A Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio vistoriou o local, mas saiu dizendo não ter encontrado nada de errado. Em nota, o Copacabana Palace informou ter cumprido todas as exigências do decreto de 7 de maio da Prefeitura do Rio.  “Adotamos um protocolo de prevenção e combate à Covid-19 de acordo com as regras vigentes, de modo que a saúde e segurança de hóspedes, funcionários e clientes são nossa maior prioridade”, diz o texto.

Entre as “normas vigentes” que o Copacabana Palace diz ter cumprido, o decreto exige o uso de máscara e o distanciamento mínimo de um metro e meio entre os participantes e proíbe a formação de filas de espera e aglomerações na entrada e na saída. Ou seja, o Copacabana Palace tentou convencer as autoridades e a população carioca, alarmada diante do número absurdo de mortes, de que a festa que varou a madrugada, com shows de artistas populares, manteve as pessoas de máscaras e distantes mais de um metro umas das outras.

Diante da repercussão negativa, a Prefeitura mudou de ideia e, neste sábado, anunciou medidas punitivas. Segundo a secretaria de Ordem Pública, a equipe esteve na festa às 22h e não constatou irregularidades, mas, após a saída dos agentes, a pista de dança foi aberta ao público, que dispensou as máscaras e desrespeitou o distanciamento social, como se viu em fotos divulgadas pelos próprios convidados.

‘Infração gravíssima’

“Nas referidas imagens foi constatada aglomeração generalizada em frente a apresentação musical caracterizando pista de dança, os convidados não usavam máscara facial e não respeitavam o distanciamento mínimo de 1,5m entre os participantes. Na entrada do estabelecimento, as imagens também evidenciaram aglomeração em fila de espera e acesso desordenado ao local. A infração, determinada pela Vigilância Sanitária, foi avaliada como gravíssima”, diz a nota.

Em função da “infração gravíssima”, o hotel mais famoso do Brasil vai pagar uma multa de R$ 15 mil reais e ficar sem fazer festas por 10 dias. O hotel não foi fechado nem os frequentadores foram conduzidos à delegacia, como aconteceu com os menos sortudos donos, funcionários e frequentadores dos prostíbulos de Niterói.


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