O Governo Federal e o Estado do Pará enfrentam uma séria crise que pode tirar a COP30 de Belém, agendada para novembro. A alta estratosférica nos preços de hotéis, apartamentos e imóveis de aluguel por temporada, como os do Airbnb, tem gerado reclamações de delegações de países do mundo todo. O problema vai além dos custos e levanta preocupações sobre logística, segurança e transporte, colocando em risco a participação de nações, especialmente as mais pobres. Será que a conferência virá para o Rio?
Preços Absurdos e o Risco de Exclusão
Com a aproximação da COP30, os preços das acomodações em Belém dispararam. Há relatos de apartamentos de dois quartos sendo anunciados por mais de 1,4 milhão por uma semana para hospedage de dois adultos, como mostram prints que circulam nas redes sociais. Essa situação não só afasta delegações de países em desenvolvimento, que já são as mais vulneráveis às mudanças climáticas, mas também causa problemas até para nações ricas. Muitos países podem ser forçados a reduzir o número de seus representantes ou, em casos extremos, nem sequer participar do evento, prejudicando a diversidade e a relevância da conferência.
Carta de Preocupação e o Pedido por Garantias
A insatisfação com a falta de acomodações acessíveis e a logística deficiente foi expressa em uma carta assinada por 25 países. O documento elogia a escolha de Belém como sede, reconhecendo sua relevância por ser uma cidade que vive as realidades das mudanças climáticas, mas faz um apelo urgente.
A carta enfatiza que a participação plena “significa ser possível viajar para Belém, ficar em acomodações adequadas e acessíveis, e ir ao pavilhão e voltar de forma segura e eficiente em termos de tempo”. Os signatários pedem que essas condições sejam garantidas, mas ressaltam que a situação é preocupante a apenas alguns meses do evento.
Soluções em Andamento e o Cenário de Mudança
O embaixador André Correa do Lago, presidente da COP30, admitiu que a crise de preços de hotéis se tornou um problema internacional. A organização da conferência, no entanto, garante que está em busca de soluções. Entre as medidas estão a construção de novos hotéis, o uso de imóveis do programa Minha Casa Minha Vida e a hospedagem em navios de cruzeiro.
Apesar dos esforços, a pressão por uma mudança de local continua. O Rio de Janeiro, com sua vasta rede hoteleira e infraestrutura mais robusta, surge como uma alternativa viável. A possibilidade de a COP30 ser transferida para a capital fluminense ganha força à medida que as preocupações com Belém persistem. Será que a conferência realmente mudará de sede?
