Construção civil cresce mesmo com a pandemia | Diário do Porto


Imóveis

Construção civil cresce mesmo com a pandemia

Setor da construção civil teve crescimento de 10,7%, o maior entre os pesquisados pelo IBGE. Juros baixos e financiamentos estimulam novos imóveis

14 de janeiro de 2021

Construção Civil continuará crescendo neste ano, segundo Ieda Vasconcelos, economista da CBIC (foto: reprodução da Internet)

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O setor de construção civil, impulsionado pela maior disponibilidade de financiamento imobiliário e pelos juros baixos, foi o que mais gerou empregos em 2020, no Brasil, apesar dos efeitos da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no fim do ano passado, a construção civil, com crescimento de 10,7%, foi o setor com maior alta, entre 10 grupos de atividades econômicas.

A Pnad mostra que o número de trabalhadores na construção civil passou de 5,336 milhões no trimestre de maio/junho/julho de 2020, para 5,910 milhões no período agosto/setembro/outubro, com 574 mil novas vagas.

A economista da Câmara Brasileira da Construção Civil (Cbic), Ieda Vasconcelos, considera que o setor continuará crescendo, em 2021, com potencial para gerar mais de 200 mil empregos.

Construção civil sofre com aumento do custo de materiais

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Ieda falou que o mês de novembro surpreendeu. “Os dois últimos meses do ano são sazonais, é um período mais chuvoso e, normalmente, o saldo de empregos é negativo. No entanto, tivemos o melhor novembro da série histórica, iniciada em 1992. Foram gerados mais de 20 mil novos postos de trabalho, o que mostra a força da reação da construção civil”, diz.

Para Ieda, o fato de boa parte da população ter sido obrigada a trabalhar em casa, por causa do isolamento social, trouxe novas demandas da sociedade.

“A pandemia ressignificou o valor da casa própria. Com todo mundo trabalhando e estudando em casa, houve necessidade de mais espaço”, afirmou. “Há que se considerar também a capacidade de organização do setor de construção civil. Por meio de protocolos, manteve a segurança e a saúde do trabalhador, e ampliou as vendas on-line”.

Segundo a economista, neste ano, a perspectiva segue positiva. “A expectativa é de um crescimento de 4% no PIB da construção, o que significa a geração de 200 mil novos postos de trabalho”, prevê.

Porém ela aponta obstáculos a esse desempenho. “Mas há desafios. Neste momento, temos desabastecimento e insumos mais caros, alguns com aumentos superiores a 70%”, conclui.


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