Construção civil está recuperando empregos no Rio | Diário do Porto

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Construção civil está recuperando empregos no Rio

Em agosto, construção civil gerou 2.901 vagas no Estado do Rio, mais do que o comércio e a indústria. Pandemia piorou os efeitos da crise econômica

20 de outubro de 2020
Construção civil gerou 2.901 vagas com carteira assinada no Rio, em agosto (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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A construção civil, que engloba as obras de empreendimentos residenciais, comerciais e de infraestrutura, gerou 2.901 vagas com carteira assinada no Estado do Rio, em agosto. O setor superou o comércio e a indústria, que geraram 2.120 e 1.586 vagas, respectivamente.

Esses números foram apontados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao Ministério da Economia.

O saldo positivo da construção civil no Rio, em agosto, comprova o início da recuperação do setor, mas ainda não anulou o impacto negativo da crise econômica, agravada pela pandemia do novo coronavírus.

Construção civil tem saldo positivo de empregos

Nos primeiros 8 meses do ano, a queda no número de empregos formais no Rio chegou a 189 mil vagas, das quais 10.689 foram na construção civil. O setor que mais perdeu postos de trabalho foi o de serviços, com menos 104 mil vagas.

De janeiro a agosto deste ano, a construção civil gerou, em todo o país, 58.464 novas vagas com carteira assinada. Este é o resultado da diferença de 996.579 admissões e de 938.115 demissões, no período.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as atividades do setor estão em expansão, que é um dos líderes da recuperação do mercado de trabalho no Brasil.


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A entidade atribui essa retomada a alguns fatores, entre eles as iniciativas anunciadas recentemente pela Caixa Econômica Federal. Com destaque para a redução da taxa de juros para o financiamento habitacional e a prorrogação até o fim do ano da possibilidade de carência para o início do pagamento das parcelas dos novos contratos imobiliários.

A CBIC diz que a consolidação desse processo de expansão da construção civil enfrenta desafios, como o aumento dos seus custos e a possibilidade do fim da desoneração da folha de pagamentos.

Além do Rio, a construção civil foi, em agosto, o setor que mais gerou vagas com carteira assinada em outros 7 estados (Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Sergipe e Mato Grosso). A construção foi o segundo maior  gerador de vagas formais no Amapá, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal. Esse desempenho, segundo a CBIC, comprova a importância dessas atividades para a economia nacional.