Comunica Rio aponta caminhos para novos empreendedores | Diário do Porto


Empreendedorismo

Comunica Rio aponta caminhos para novos empreendedores

Encontro de empreendedores e outros profissionais discutiu temas ligados à inovação. Impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho é uma preocupação

30 de novembro de 2019

Evento Comunica Rio reuniu empreendedores e comunicadores para estimular novos negócios (foto: Imagem de Divulgação do Evento)

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A segunda edição do Comunica Rio, realizada na última quinta-feira no Instituto Nacional de Tecnologia e Inovação, no Porto Maravilha, teve como objetivo aproximar empreendedores, profissionais de comunicação e formadores de opinião para um debate sobre como estimular o crescimento econômico do Rio de Janeiro.

Nos 3 painéis do evento, houve grande destaque para os impactos das novas tecnologias sobre o mercado de trabalho, a exigência cada vez maior de que os negócios tenham a sustentabilidade como fundamento para qualquer iniciativa e os benefícios de se ter acesso a exemplos de profissionais e empresas que sejam inspiradores para novos empreendedores.

Para o idealizador do evento, Marcos Nahmias, inovação está ligada à sustentabilidade, acessibilidade e diversidade. A sustentabilidade, que estava presente em todos os temas dos painéis, é um conceito em evolução, principalmente deste os anos 90. Como concepção geral, trata das atividades desenvolvidas para a sobrevivência da população, sem que se comprometa o futuro das futuras gerações. Já a sustentabilidade empresarial leva em consideração também os efeitos da atividade das empresas para o desenvolvimento sustentável da sociedade e para a própria continuidade de seus negócios.

Nahmias acredita que o evento atingiu  seus objetivos. “Acho que a avaliação é a mais positiva possível. Conseguimos reunir dentro de um mesmo espaço, pessoas de vários segmentos saúde, turismo, segurança pública, comunidades empreendedoras do Rio, a partir do tema da inovação com objetivos diferentes, mas conduzindo para um mesmo propósito: movimentar e fomentar o ecossistema econômico do Rio de Janeiro”, afirmou.

Exemplos para os jovens

O empresário Marcelo Sales, um dos grandes empreendedores presentes ao evento, acredita que o jovem possa ser melhor incentivado ao desenvolvimento de novos negócios a partir de referências empresariais próximas a ele.

“Eu, por exemplo, venho de Petrópolis e as minhas referências eram pessoas que moravam nos Estados Unidos. Temos que trazer exemplos de referências próximas e o papel da imprensa é fundamental nesse caso. É importante dar as notícias boas, desde o empreendedor do bairro que está fazendo coisas legais, até os grandes empreendedores do Brasil”, afirmou Sales, que é cofundador de empresas como a Movile, 21212 e CyberLabs, um dos maiores centros de inteligência artificial do país.


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Opinião semelhante à de Sales foi compartilhada por Bia Ferreira, gestora do BNDES Garagem e do Rio Criativo. “Quando eu comecei a minha carreira, fiz uma lista dos top 10 profissionais em minha área. Eu queria conhecer todos os 10 e trabalhei com 3 deles. Isso fez toda a diferença na minha carreira. Porque é como se você se inspirasse em uma pessoa, e essa pessoa vai ter um contato diferente com você. Ela vai querer te orientar, se ela for realmente um mentor”, diz Bia.

Para a profissional, a inovação faz parte das novas gerações, por que elas já crescerem imersas no ambiente digital. Mas ela enfatizou a importância das evoluções realizadas por gerações anteriores: “As mulheres da geração X aderiram ao mercado de trabalho. Seja por não terem os maridos em casa, seja porque a renda já não era suficiente para uma pessoa só manter a família. Por isso, a geração Y foi a primeira a ter a chave de casa, ficavam sozinhos, aprenderam a esquentar sua própria comida. Aprenderam a se virar. Então, imagina quando a geração alfa, que são os nativos digitais, chegarem ao mercado de trabalho”.

O coordenador do StartupRio, Paulo Espanha, chamou a atenção para a urgência de se preparar os jovens a se tornarem empreendedores. “Empregos que requerem baixa automação de processos não vão mais existir e é importante que a universidade e instituições de ensino se reposicionem na formação do profissional. Se o Estado não prestar atenção, não se envolver logo com a inovação e não trouxer os jovens para serem novos empreendedores, vamos continuar afundando”, afirmou.

Iniciante no evento, Cláudia Mastrange, jornalista e editora-chefe do jornal Diário do Rio, foi a moderadora do último painel. “A gente aprende muitas coisas em eventos como esse, acho muito importante”, afirma. Representando a mídia independente, Cláudia acredita que a inovação está muito presente na comunicação e envolve tudo, pois a conexão de todos em múltiplas redes permite que informações diferentes e de diversos lugares possam ser acessadas por pessoas interessadas.

 


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