Compradores do Moinho Fluminense investem em prédios comerciais | Diário do Porto


Imóveis

Compradores do Moinho Fluminense investem em prédios comerciais

O Porto Maravilha também precisa de residências para consolidar seu sucesso. Área tem 30 mil moradores e capacidade para 400 mil

20 de julho de 2019

Moinho Fluminense foi vendido para grupo paulista que já tem 4 investimentos no Rio (foto: DiPo)

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O grupo Autonomy Investimentos e Affiliates, que acaba de comprar os prédios do Moinho Fluminense, no Porto Maravilha, tem um portfólio de investimentos em prédios comerciais. Se resolver usar a nova propriedade para um empreendimento também residencial, será algo inédito em sua trajetória.

Isso é o que se pode ver em sua página na internet, nas quais lista oito projetos, sendo 4 no Rio de Janeiro e 4 em São Paulo, onde o grupo tem sua sede. Em sua apresentação, os investidores afirmam que têm foco em transações que promovam melhorias urbanas, por meio de retrofits ou reposicionamento de ativos.

A construção de prédios residenciais é uma das demandas mais frequentes quando se pensa nos fatores que faltam para consolidar o sucesso do Porto Maravilha. A região portuária tem baixa ocupação populacional, apenas 30 mil habitantes em uma área que poderia comportar 400 mil pessoas.

No ano passado, o Governo Federal chegou a anunciar que a Caixa Econômica Federal iria realizar um empreendimento residencial com 5.000 unidades na região. Porém até agora não se tem notícia do projeto.

O Moinho Fluminense é a construção que mais preserva a memória do período em que a região portuária foi o coração econômico do Rio, por suas atividades industriais e comerciais. Tombado desde 1987, o início de sua construção data do século 19 e o seu alvará de funcionamento foi concedido pela Princesa Isabel.


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O conjunto de cinco prédios, ocupa quatro quadras, entre a rua Sacadura Cabral e a Avenida Venezuela, com 53 mil metros de área construída, em 27 mil metros quadrados de terreno. Desde 1914, pertenceu à Bunge, empresa multinacional de origem europeia nos ramos dos alimentos e agronegócios. As atividades industriais foram transferidas para Duque de Caxias há três anos.

Os novos compradores ainda não disseram o que pretendem fazer e também não fizeram pedido para licença de obras na Prefeitura. Mas em 2014, um projeto já havia sido aprovado para realizar um shopping, salas corporativas e um hotel, com estimativa de R$ 1 bilhão de investimento. Por desacordo na época, o empreendimento não foi levado adiante.

O Autonomy Investimentos e Affiliates é um dos donos do Vista Guanabara, um dos mais modernos edifícios corporativos do Rio e que fica próximo do Moinho Fluminense. Construído na onda de revitalização da região portuária, tem quase todos os seus andares ocupados. Estão lá o Bocom BBM, banco de origem chinesa, a Casa Granado, a Amil e a seguradora italiana Generali.


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