Música

Compositor do barroco francês é homenageado na Lapa

Premiado cravista francês Olivier Baumont e cravista e pesquisadora brasileira Rosana Lanzelotte se juntam na Sala Cecília Meireles

4 de outubro de 2018

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Rosana Lanzelotte e Olivier Baumont fazem homenagem aos 350 anos do famoso compositor barroco François Couperin (Foto: Divulgação)

O premiado cravista francês Olivier Baumont e a cravista e pesquisadora brasileira Rosana Lanzelotte se juntam em um misto de “peça e musical” na Sala Cecília Meireles, no Passeio, nesta sexta-feira (5). O concerto é em homenagem aos 350 anos de François Couperin (1668 -1733), considerado o maior compositor do período barroco na França.

Couperin foi testemunha de uma das “querelas” ou “queixas”, mais famosas da história de música, que opôs o estilo francês ao italiano, dominante na Europa do século 17. O espetáculo conta com textos de autores franceses que, desde o século 16, descrevem os cantos, as danças e as práticas dos índios tupinambás.

Estas manifestações serão revividas pela atriz Helena Varvaki e um conjunto de seis bailarinos egressos do Centro de Artes da Maré, local que abriga a Escola Livre de Dança da Maré e atualmente é sede do grupo da coreógrafa Lia Rodrigues.

O roteiro é da conhecida musicista e pesquisadora Rosana Lanzelotte e a direção cênica fica a cargo de Manoel Prazeres. A apresentação é realizada em parceria com o Consulado Francês, com apoio da Aliança Francesa.

 Apoteose de Couperin – 350 anos

“O gosto italiano e o gosto francês dividem há muito tempo a república da música”, escreveu o compositor em 1724. Neste mesmo ano, Couperin escreve a peça “Apoteose de Lully”, que será uma das obras contextualizada por narração e elementos cênicos, recursos habitualmente utilizados nos espetáculos do Circuito Música Brasilis, série idealizada em 2009, por Rosana Lanzelotte.

“O aniversário de 350 anos de François Couperin é a ocasião para relembrar as afinidades e os encontros entre as culturas do Brasil e da França”, diz Rosana.  Segundo ela, no início do século 17, pouco antes de nascer Couperin, cinco chefes tupinambás foram levados a Rouen e Paris.

“Sua presença excitou a curiosidade dos franceses e inspirou até a criação de peças musicais, como “Les Sauvages”, de Rameau. Após muitas pesquisas, encontrei o manuscrito de outra peça – a “Sarabanda de Gaultier”, inspirada na dança dos tupinambás, que será apresentada no espetáculo pela primeira vez”, antecipa.

Sobre Olivier Baumont

O cravista francês Olivier Baumont foi premiado com dois primeiros prêmios por cravo e música de câmara no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris em 1981 e 1982, sendo a decisão dos examinadores unânime em ambas as ocasiões. Depois disso, ele estudou com Huguette Dreyfus e Kenneth Gilbert, e foi convidado várias vezes por Gustav Leonhardt para participar de suas masterclasses em Colônia.

Ele fez mais de 40 gravações, principalmente como solista, e estas sempre foram bem revisadas pela imprensa musical internacional. Ele gravou os trabalhos completos de cravo de Rameau para a Accord-Universal, e nos últimos dez anos colaborou com a Erato-Warner Classic; projetos concluídos incluem obras de cravo de F. Couperin (assistidas pela Radio France) e gravações de música de JS Bach , Georg Frideric Handel , Purcell, compositores russos do século 18 e música americana da era do esclarecimento.

Sobre Rosana Lanzelotte

Rosana de Saldanha da Gama Lanzelotte é considerada uma das principais cravistas do Brasil. Foi premiada pelo Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro com o “Golfinho de Ouro”, em reconhecimento pelos seus esforços em prol da divulgação da cultura. Também recebeu do governo francês a comenda Chevalier da Ordem das Artes e Letras.

Conhecida como musicista e pesquisadora/professora de informática, gravou seis CDs de cravo, visando difundir o instrumento em terras brasileiras, inclusive executando obras ainda inéditas no continente, desde composições de Johann Sebastian Bach, Joseph Haydn, e os trabalhos do compositor português Pedro António Avondano, que havia sido esquecido até mesmo em seu país, mas a cravista descobriu uma coleção de suas sonatas nas bibliotecas de Lisboa. Desde que Rosana Lanzelotte deu continuidade ao impulso restaurador do cravo no Brasil (iniciado nos anos 1960 por Roberto de Regina), alguns compositores contemporâneos.

Serviço:

Apoteose de Couperin – 350 anos

Data: 5 de outubro – sexta-feira

Horário: 20h

Local: Sala Cecília Meireles – Largo da Lapa 47, Centro, Rio de Janeiro

Ingressos: à venda na bilheteria da Sala Cecília Meireles ou através do site: www.ingressorapido.com.br

Valor: R$ 40 (inteira) – R$ 20 (para estudantes, idosos e alunos da Aliança Francesa), R$ 2 (para estudantes de música que apresentarem a carteirinha a partir de 1h antes do início da apresentação)

Organização: Sala Cecília Meireles e Consulado Geral da França no Rio de Janeiro

Patrocínio: EDF Norte Fluminense
Apoio: Aliança Francesa Rio de Janeiro

 

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