Comércio precisa de apoio para sobreviver a isolamento | Diário do Porto

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Comércio precisa de apoio para sobreviver a isolamento

Maioria dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Rio esperar perder mais de 50% do faturamento. Fecomércio RJ defende medidas de apoio

8 de abril de 2021


Maioria dos empresários do Rio acha que seu comércio não suporta outro período de restrições (Fecomércio RJ)


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A grande maioria dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo da cidade do Rio de Janeiro (67%) estima que as restrições impostas pela Prefeitura para conter a Covid 19 vão acarretar perdas acima de 50% em seu faturamento. Só 8,3% afirmaram não esperar queda nas receitas. Essa perspectiva, com potencial forte de produzir mais desemprego, foi detectada em pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) junto a 711 empresários.

O levantamento aponta para um dado ainda mais preocupante entre os 91,7% que disseram esperar perdas nos dias de restrição. Nada menos do que 89,4% dessa quase unanimidade disseram que seus negócios não sobreviveriam a uma nova paralisação. Assim, para evitar o aprofundamento da crise e o consequente aumento do desemprego entre os cariocas, o presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, tem defendido ações por parte do poder público e também da sociedade para salvar vidas e empregos.

Preservação de empregos no comércio

Antonio Florencio de Queiroz Junior
Presidente Antonio Queiroz cobra atenção para evitar colapso no comércio (Divulgação)

 

As propostas levaram o governador Claudio Castro a reunir-se com representantes dos setores produtivos, buscando alternativas que evitassem um lockdown total. Porém, diante do anúncio das Prefeituras do Rio e de Niterói de medidas extremamente restritivas para o comércio, a Fecomércio RJ divulgou nova mensagem pedindo ações compensatórias pela preservação de empregos. “As empresas não podem ser tratadas como ilhas de prosperidade que se sustentam com as portas fechadas”, ressaltou Antonio Queiroz.

 


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Após o período de 26 de março a 8 de abril, no qual o comércio permaneceu fechado, a Fecomércio RJ continua chamando a atenção para a necessidade urgente de medidas de apoio aos setores produtivos que garantam o pagamento de salários, a sobrevivência das empresas e a arrecadação dos tributos.

De 2014 a 2021, segundo o IFec RJ, a informalidade cresceu cinco vezes na cidade. Como quase metade (40%) da mão de obra carioca é informal, ou seja, não é fiscalizada, as restrições acabam afetando aqueles que pagam impostos e geram empregos formais, exatamente os que mais precisam de proteção para evitar um grande impacto negativo na economia. Com este objetivo, uma das principais medidas sugeridas pela Fecomércio RJ é a ampliação do horário de funcionamento do comércio e da oferta de transporte público para evitar aglomerações.

Protocolos mais rigorosos

O presidente da Federação tem cobrado medidas efetivas de combate à Covid-19 no período de restrição máxima para evitar outros fechamentos e garantir segurança à população, como abertura de leitos para os infectados e a aceleração da vacinação. Além disso, ele propõe que poder público e empresas adotem controle sanitário com protocolos mais rigorosos, como os seguintes:

  • Maior distanciamento entre os indivíduos
  • Limitação da capacidade de acesso aos estabelecimentos
  • Rodízio de empregados
  • Realização de controle de entrada e saída de pessoas nos estabelecimentos
  • Escalonamento dos horários de entrada e saída dos trabalhadores dos setores produtivos, além dos protocolos já existentes.

Apoio ao comércio

A Fecomércio RJ defende também medidas de apoio aos setores produtivos para garantir o pagamento de salários, a sobrevivência das empresas e a arrecadação dos tributos. Entre os pleitos defendidos, destacam-se os seguintes pontos:

  • Proibição do corte dos serviços essenciais como energia, água e gás
  • Suspensão e postergação do pagamento de impostos (federal, estadual e municipal)
  • Auxílio para pagamento de folha salarial
  • Autorização para comunicação de férias com 48 horas de antecedência
  • Possibilidade de suspensão e redução da jornada de trabalho
  • Acesso facilitado à linha de crédito – com carência para início de pagamento e parcelamento com isenção de juros e correção monetária
  • Suspensão da negativação nos cadastros restritivos de crédito
  • Suspensão dos protestos de títulos de dívidas adquiridas durante a pandemia
  • Redução dos impostos relativos aos produtos da cesta básica
  • Suspensão da cobrança dos empréstimos contraídos pelas linhas disponibilizadas durante a pandemia.