Comércio do Centro também quer 'harmonizar' camelôs | Diário do Porto

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Comércio do Centro também quer ‘harmonizar’ camelôs

Programa Rio em Harmonia começa com ambulantes de Bonsucesso. Ilha do Governador e Santa Cruz devem ser os próximos. Entenda

7 de julho de 2021


Prefeito Eduardo Paes participou, em Bonsucesso, do lançamento do projeto (Foto: Marcelo Piu/Prefeitura))


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Comerciantes do Centro do Rio de Janeiro aguardam, ansiosos, a chegada do programa Rio em Harmonia, que vai organizar e disciplinar o comércio ambulante. Lançada esta semana pelo prefeito Eduardo Paes, em Bonsucesso, a iniciativa deve ser levada a centros comerciais de outros bairros, como Santa Cruz, na Zona Oeste, e Cacuia, na Ilha do Governador. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) informou que outros locais já estão em estudo, em conjunto com as subprefeituras.

O objetivo é promover o ordenamento em áreas que possuem forte concentração comercial na cidade, harmonizando os espaços públicos entre o comércio constituído, os ambulantes e os feirantes. No projeto piloto em Bonsucesso, deverão ser legalizados e reassentados 179 ambulantes que atuam no entorno da Praça das Nações. Paes prometeu que o programa vai chegar a todos os bairros que tenham essa necessidade.

Cada ambulante receberá a sua barraca, andará uniformizado, e passará a ser uma atividade que não concorre com o comércio formal. Essas pessoas passam a ter dignidade com a sua situação regularizada”, afirmou o prefeito.

Paes reconheceu a necessidade de garantir o trabalho desses trabalhadores informais, em meio a “um momento de muito desemprego e dificuldade”. No entanto, concorda que o número de ambulantes pelas ruas da cidade aumentou bastante. “Queremos preservar essas pessoas que levam o seu sustento para casa. Ao mesmo tempo, a Prefeitura não quer desordem na cidade, quer que as coisas sejam organizadas”, destacou.

O secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, explicou que o projeto busca respeitar o comércio ambulante, tratá-lo com dignidade e, ao mesmo tempo, organizar o espaço público para que seja harmônico, tanto para os ambulantes, quanto para os pedestres e os lojistas. “É o poder público dando condições de trabalho para essas pessoas. É um desafio lidar com a desordem que foi instalada nos últimos quatro anos, mas a Prefeitura está olhando para a frente”, destacou.


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Como funciona o projeto em Bonsucesso

Para a estruturação do “Ambulante em Harmonia”, em Bonsucesso, a Seop realizou, desde janeiro, um mapeamento dos trabalhadores que atuavam sem autorização no entorno do centro comercial do bairro, incluindo a Praça das Nações, Avenida Nova York e as ruas Dona Isabel e Cardoso de Moraes. Esta ação foi feita ao longo de duas semanas em dias e horários alternados para verificar a frequência e a quantidade total de trabalhadores que existiam na área.

 

A Prefeitura disponibilizou barracas para os ambulantes (Marcelo Piu/Prefeitura)

Em seguida, os ambulantes foram convocados para regularizar sua situação por meio do cadastramento no sistema da Prefeitura, ação realizada pelas coordenadorias de Controle Urbano (CCU) e de Licenciamento e Fiscalização (CLF), órgãos vinculados à Seop. Para melhor alocação dos trabalhadores, foram feitos estudos dos locais que poderiam ser ocupados de forma a não ter conflitos com lojistas..

Preocupada com o conceito de harmonização, a Prefeitura também disponibilizou barracas para os ambulantes. Em alguns pontos, serão utilizados modelos verticais que ocupam menos espaço, evitando conflitos com a passagem de pedestres. Além disso, os ambulantes terão avental e cartão que permitirão identificar que eles estão em situação legal.

O subprefeito da Zona Norte, Diego Vaz, explicou que Bonsucesso foi escolhido por ser uma área de maior densidade do número de ambulantes por metro quadrado. “É um comércio muito antigo e conseguimos trazer não só a legalidade para os que não tinham licença, como adequar os que estavam lá há muito tempo. É um projeto piloto que será um sucesso em Bonsucesso”, declarou.