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Depois do Reviver Centro, vem aí o Porto Maravalley

Porto Maravalley é o projeto para tornar o Porto Maravilha em polo de startups e empresas tecnólogicas, afirma o secretário da Prefeitura, Chicão Bulhões

4 de julho de 2021


Chicão Bulhões, secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, promete lançar o Porto Maravalley, para criar um polo tecnológico no Porto Maravilha (Foto: Prefeitura do Rio)


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Após os sucessos iniciais do projeto Reviver Centro, que pretende atrair novos moradores para a Região Central do Rio, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, Chicão Bulhões, promete para breve o lançamento do Porto Maravalley.

O novo projeto da Prefeitura, no Porto Maravilha, traz no nome uma referência ao Vale do Silício da Califórnia, nos Estados Unidos. Tal como lá, a pretensão do secretário é criar na Região Portuária carioca um polo de inovação e tecnologia, que concentrará empresas, laboratórios e instituições de ensino e pesquisa.

O projeto começou a ser gestado pela Invest Rio, agência de atração de negócios da Prefeitura. Junto com a Fábrica de Startups, a agência criou um grupo de trabalho que deve elaborar um plano executivo para atrair empresas inovadoras para a região.

A Fábrica de Startups é uma aceleradora de novos negócios com base tecnológica. Ela funciona no Aqwa Corporate, no Porto Maravilha, um dos mais modernos edifícios do Brasil, onde também estão a sede da seguradora Icatu, de grandes escritórios de advocacia e, futuramente, da Enel Brasil.

O Porto Maravalley, além de atrair empresas, também projeta a conversão de imóveis vagos da região em moradias de co-living e apartamentos para quem trabalha em startups. Os sinais de retomada da economia, com aumento do interesse por empreendimentos imobiliários no Porto Maravilha e no Centro, fortalece a crença de que o projeto pode se tornar realidade.

Antes mesmo do Reviver Centro ter sido aprovado na Câmara Municipal, o número de licenças para empreendimentos novos e retrofits na área de abrangência do programa quase duplicou no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020: 62 contra 38.

Uma das razões para esse aumento é a mudança na análise dos projetos. Quase 90% das exigências passaram a ser de responsabilidade técnica do setor privado. Com isso, a média de prazo para a aprovação de licenças pela Prefeitura caiu de 270 para 30 dias. Para Bulhões, esse encurtamento no prazo vai facilitar a tramitação dos projetos do Reviver Centro, estimulando novos lançamentos imobiliários, principalmente residenciais, na região Central e Portuária.


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