Exposição

Coisas quebradas viram arte no Centro Cultural da Light

Materiais descartados e resíduos são a matéria-prima de Alexandre Pinhel na exposição ‘Histórias Extraordinárias’, que tem entrada gratuita até dia 11 de outubro

19 de setembro de 2018
Exposição Histórias Extraordinárias, de Alexander Pinhel, no Centro Cultural Light, centro do Rio. A mostra reúne peças compostas por materiais descartados e resíduos. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

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Exposição Histórias Extraordinárias, de Alexander Pinhel, no Centro Cultural Light (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Há 20 anos ele transforma coisas sem utilidade em arte. Materiais descartados e resíduos são a matéria-prima do artista plástico Alexandre Pinhel na exposição Histórias Extraordinárias, aberta no Centro Cultural Light, no Centro do Rio de Janeiro.  A exposição pode ser vista até o dia 11 de outubro, com entrada gratuita, na Av. Mal. Floriano 168.

“Coisas quebradas que as pessoas não querem mais, alguma coisa da família que foi jogada fora”. Tudo isso se transforma, na mão do artista, em peças únicas com “uma pegada” de sustentabilidade. O grande desafio aos visitantes é identificar o que é aquela obra, de qual matéria-prima ela é feita.

Segundo Pinhel, o material recolhido é completamente desconfigurado antes de ser trabalhado. “Eu consigo com isso um resultado estético que, normalmente, o material reciclado não consegue”, disse ele à ‘Agência Brasil’.

A proposta da mostra é conseguir agradar o espectador, pelo caráter decorativo de muitas peças e provocar surpresa quando os visitantes desobrem qual material serviu de base àquela obra. “A graça que eu vejo é descaracterizar [o material descartado] e causar uma surpresa. As pessoas ficam mais interessadas”, disse Pinhel.

Uma das peças mais intrigantes na mostra é ‘Oceano em Fúria’. Confeccionada com sacos plásticos derretidos, a obra retrata o busto de um homem que, ao mesmo tempo, é uma onda. “E esse busto tem uma fisionomia de assustar”. Oceano é um personagem da mitologia grega, rei dos mares. “E ele está em fúria porque o oceano está cheio de plástico; e ele pretende revidar”, contesta o artista.

Para Alexandre Pinhel, o mais interessante na mostra é propiciar que o visitante, diante das figuras estranhas e dos lugares ali representados, possa escrever sobre o que aquela peça o faz lembrar ou o que vê. Formulários estão disponíveis no local com essa finalidade.

“A gente está querendo fazer uma conexão de arte com literatura. Cada peça daquelas é como se fosse um conto tridimensional. Cada visitante vai enxergar de uma maneira diferente”, ressalta.

As melhores histórias ganharão troféus, que poderão ser confeccionados por Pinhel, a partir também de materiais recicláveis. As crianças também serão desafiadas a dizer o que exergam nas obras.

Fonte: Agência Brasil, com Redação

 

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