Coalizão Rio discute Custo Brasil | Diário do Porto

Economia

Coalizão Rio discute Custo Brasil

Grupo Coalizão Rio, que reúne empresários e autoridades públicas, debateu propostas do projeto Custo Brasil para tornar o país mais competitivo

22 de dezembro de 2020
Membros do Coalização Rio com Jorge Lima (centro), do projeto Custo Brasil (foto: Clube Empreendedor/ Divulgação)

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Jorge Lima, diretor-executivo do Projeto de Redução do Custo Brasil, foi o palestrante principal do primeiro encontro de trabalho do Coalizão Rio, grupo que reúne empresários e autoridades públicas em busca de soluções para fortalecer a economia do Estado, gerando novos negócios e empregos.

O projeto Custo Brasil estuda os principais entraves à competitividade do setor produtivo brasileiro. O diagnóstico apresenta uma comparação do custo de se produzir no Brasil em comparação à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Entre os fatores que tornam nosso país menos competitivo estão o alto valor dos impostos e a excessiva burocracia para se abrir, manter ou fechar empresas.

Luis Claudio de Souza Leão, presidente do Clube Empreendedor e um dos organizadores do Coalização Rio, destacou a importância das discussões e iniciativas do projeto Custo Brasil para que o Rio possa se tornar mais competitivo, recuperar os empregos causados pela pandemia de Covid-19 e consolidar uma retomada do crescimento econômico.

Coalizão Rio atuará para estimular economia do Estado

Jorge Lima iniciou sua palestra afirmando que as propostas do Custo Brasil permitem projetar uma economia de mais de R$ 1,5 trilhão, em mais de 700 projetos existentes no país. Ele destacou que o estudo está sendo realizado na esfera federal a partir de financiamento privado do Movimento Brasil Competitivo, liderado pelo empresário do Jorge Gerdau, do setor siderúrgico.

Na opinião de Jorge Lima, os membros do grupo Coalização Rio podem estimular que o Governo do Estado e das prefeituras locais façam também um diagnóstico dos entraves que encarecem a produção no Rio, dificultando a formação de novos negócios ou a manutenção das empresas existentes.

No caso do Rio, Jorge Lima sugeriu que os setores de Turismo, Energia/Petróleo e Serviços/Startups são vocações que possam ser exploradas e trabalhadas como áreas estruturantes. Elas compreendem uma longa cadeia produtiva de várias empresas, que podem alavancar o desenvolvimento econômico estadual.


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