Clássico Amarelinho de volta à ativa | Diário do Porto


Gastronomia

Clássico Amarelinho de volta à ativa

Depois de um longo impasse, Belmonte fecha compra do centenário Amarelinho. Bar é testemunha privilegiada da história política, etílica e carnavalesca do Centro do Rio

26 de outubro de 2021

No dia da reabertura, Amarelinho ganha placa do Circuito Oficiial dos Botequins do Rio (Reprodução de internet)

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O impasse entre Antônio Rodrigues, dono da rede de botecos Belmonte, e os proprietários do Bar Amarelinho chegou ao fim. Com isso, até o final de novembro o icônico boteco da Cinelândia deve reabrir as portas para alegria dos boêmios do Centro e adjacências. Agora o centenário botequim, chegou aos três dígitos de idade esse ano, passa por uma grande reforma para receber de volta sua nova e velha clientela. A torcida agora é para que seu nome seja mantido.

Anunciada em julho, a troca de comando do negócio sofreu uma reviravolta pouco tempo depois. Os antigos donos chegaram a dizer que ficariam com o bar. Mas então houve um acordo com Rodrigues e a casa reabrirá sob nova direção. Com a pandemia, o Centro viu algumas lendas baixarem as portas, como o também centenário Bar Luiz da Lapa, que procura um investidor para voltar a servir seus chopes magistralmente tirados, e o elegante restaurante lusitano Mosteiro, de propriedade da família do ex-ministro da Saúde do governo Lula, José Gomes Temporão.

Amarelinho 100 anos

Para alívio do Rio, o Amarelinho vai seguir sua jornada. Colado no Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal, e ao lado de prédios históricos como o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional, o bar é um verdadeiro patrimônio etílico do Centro. Como testemunha privilegiada dos principais acontecimentos da cidade nos últimos 100 anos, viveu o apogeu do Rio capital e testemunhou a perda da sua influência com a migração do poder para Brasília. Agora tem a missão de ser um dos pilares da retomada do Centro tão abandonado pelo poder público e castigado pela pandemia.


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