China é o principal parceiro comercial do Rio | Diário do Porto

Economia

China é o principal parceiro comercial do Rio

Exportações para a China estão concentradas em petróleo. Saldo comercial do Rio com os chineses chega a US$ 6,9 bilhões, segundo a Firjan

15 de fevereiro de 2021
China é o principal parceiro do Rio em exportações e importações (foto: Porto do Rio / Divulgação)

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A China foi o principal parceiro do Rio de Janeiro no comércio exterior em 2020, tanto em exportação quanto em importação, segundo dados da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

No ano passado, o Rio exportou US$ 9,8 bilhões, inclusive petróleo, para a China e importou US$ 2,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,9 bilhões na balança comercial. Os dados fazem parte do boletim Rio Exporta, produzido pela Firjan Internacional.

O comércio do Rio com a China, com exceção do setor de petróleo, cresceu em 2020. Foram 11% a mais no acumulado do ano, totalizando US$ 455 milhões. Nas importações, também sem o petróleo, a China foi a principal origem das compras do Estado, com participação de 12% no total dos US$ 23,8 bilhões importados.

China abre escola no Rio

Os negócios de empresas da China no Rio são tão importantes que justificaram até mesmo a abertura no ano passado da Escola Chinesa Internacional, para crianças até a 6ª série do ensino fundamental, em Botafogo. Segundo a direção do estabelecimento, essa é a primeira escola com o modelo de ensino chinês no exterior. Lá os alunos têm aulas em mandarim, idioma oficial da China, português e inglês.

De acordo com o boletim da Firjan, apesar do impacto da pandemia que afetou a economia global, o Rio de Janeiro manteve uma corrente de comércio praticamente estável, em US$ 47 bilhões, com um pequeno recuo de 5% quando comparado ao ano anterior.

A soma é resultado das exportações em US$ 22,5 bilhões, retrocesso de 21%, enquanto as importações somaram US$ 25 bilhões, representando um avanço de 17%. Dessa forma, o saldo comercial foi deficitário em US$ 2,3 bilhões.

“O resultado das exportações fluminenses foi impactado pela desaceleração global resultante da pandemia. Estávamos percorrendo um caminho virtuoso de participação crescente das exportações, que se interrompeu em 2020. Através das publicações mensais do Rio Exporta iremos acompanhar a evolução do cenário global e dos fluxos comerciais ao longo de 2021”, analisa Giorgio Rossi, coordenador da Firjan Internacional.


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