Changi busca sócio para o Galeão e a China tem interesse | Diário do Porto

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Changi busca sócio para o Galeão e a China tem interesse

Changi, atual operadora do aeroporto internacional, chegou a negociar com empresa da China, em 2017. Presidente da Alerj forma Frente em Defesa do Galeão

3 de outubro de 2021


Changi, que controla operação do Galeão, estaria procurando sócios para o negócio (foto: Agência Brasil / Fernando Frazão)


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A Changi, que controla o RIOgaleão, negou que esteja saindo do negócio, conforme noticiou o colunista Lauro Jardim, em O Globo. Em nota ao Diário do Porto, a empresa diz que “o operador busca formas de fortalecer a estrutura acionária do RIOgaleão e enxerga o momento propício para realização desse trabalho.” Isso significa que há uma busca por novos sócios. Se de fato isso ocorrer, o histórico do Galeão mostra que há alto interesse da China no Aeroporto Internacional do Rio.

Em 2017, quando a Changi comprou o controle total do RIOgaleão da sua então sócia Odebrecht Transport, chegou-se a noticiar que a chinesa HNA teria assumido totalmente a concessionária. Porém o negócio não chegou a ser fechado, pois não houve autorização a tempo do governo da China.

Na época, havia a informação de que a HNA não teria desistido do negócio e que voltaria a tentar fechar a compra. Porém o grupo entrou em crise a partir de 2018 e, no ano passado, procurou apoio do governo chinês para solucionar problemas de seu alto endividamento. A empresa chegou a ser sócia da Azul, entre 2015 e 2018. Sem levar em conta a situação da HNA, a China, que já está presente em importantes aeroportos pelo mundo, continuaria interessada em se instalar nesse setor do Brasil.

Changi é uma das mais premiadas operadoras do mundo

A Changi, empresa de Singapura considerada uma das principais operadoras de aeroportos do mundo, estaria frustrada com os resultados em seu investimento no Brasil, no qual ainda tem a participação acionária da Infraero, empresa estatal brasileira de administração de aeroportos.

Presidente da Alerj forma frente em defesa do Galeão

O cenário adverso da economia brasileira, agudizado pela pandemia, diminuiu em muito as operações no Galeão. Além disso o Aeroporto Internacional sofre também pela concorrência exercida pelo Santos Dumont, o aeroporto do Centro do Rio, que ao longo dos anos concentrou a maior parte das conexões nacionais, inviabilizando o hub aéreo no Galeão. O recente anúncio do Governo Federal para privatizar o Santos Dumont piora a situação, ao incentivar ainda mais voos no Santos Dumont, inclusive para destinos na América do Sul.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, tem acelerado o processo para que a venda da concessão do Santos Dumont ocorra até março, pois em abril estaria pensando em sair do Ministério para concorrer ao Governo de São Paulo.

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), André Ceciliano, anunciou que vai criar uma Frente de Defesa do Aeroporto do Galeão, em reação contra o modelo do edital de concessão do aeroporto Santos Dumont. Ceciliano aponta que as ações adotadas pelo Governo Federal estão aumentando o esvaziamento do Galeão e afastando novos investidores.

*Texto atualizado às 17h20


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