Centro terá menos ônibus para viabilizar o VLT | Diário do Porto

Mobilidade

Centro terá menos ônibus para viabilizar o VLT

Redução de ônibus estava prevista na concepção do projeto. Prefeito quer reduzir subsídios, e VLT exige receber dívidas para inaugurar a LInha 3

18 de janeiro de 2019


Linha 3 do VLT passa pela Matriz de Santa Rita, na Marechal Floriano


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A Prefeitura vai reduzir o número de ônibus no centro e no Porto Maravilha para aumentar o número de passageiros do VLT Carioca. A medida estava prevista na concepção do projeto, mas só será tomada agora para resolver o impasse que ameaça o sistema de transporte sobre trilhos, um dos legados da Olimpíada de 2016.

A Linha 3 do VLT, ligando a Central do Brasil ao Aeroporto Santos Dumont, deve aumentar o fluxo de passageiros de 60 mil para 80 mil por dia. O problema é que a engenharia financeira montada para o sistema previa 260 mil passageiros por dia. Com a crise econômica, o recuo dos investidores e a falta de medidas como a redução de ônibus frustraram as expectativas. A diferença, cerca de 200 mil passageiros, é bancada pelo contribuinte em forma de subsídio ao VLT Carioca.

 


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Por não concordar com o acordo, firmado na gestão de Eduardo Paes, o prefeito Marcelo Crivella interrompeu os pagamentos. No entanto, as obras da Linha 3 continuaram. Elas ficaram prontas em dezembro, mas o consórcio VLT Carioca decidiu não colocar a linha em funcionamento antes de receber a dívida da Prefeitura. O prefeito reconhece a dívida, mas não concorda com ela.

Na reunião de hoje entre Crivella e o presidente do VLT, Marcio Hannas, foi criado um grupo de estudos para reformular o contrato. O tempo de concessão, inicialmente de 25 anos, será esticado. Além disso, o prefeito quer reduzir para menos da metade o número mínimo estimado de passagens que o VLT Carioca recebe da prefeitura. Por fim, a Prefeitura finalmente concordou em providenciar a redução do número de ônibus circulando em trajetos semelhantes ao do VLT.

O clima é de acordo, mas, ao fim da reunião de hoje de manhã, a Prefeitura e o VLT não revelaram números concretos. O prefeito admitiu quitar parte da dívida, mas não disse quanto. Fontes ouvidas pelo DIÁRIO DO PORTO calculam cerca de R$ 40 milhões.

Tampouco foi fechada a data da entrada em operação da Linha 3, mas “deve ser” a partir de 1º de fevereiro. A assinatura da minuta do novo contrato está prevista para a semana que vem. “Tivemos uma boa reunião aqui, hoje, e chegamos a um acordo. Agora, é só fazer alguns acertos no contrato para colocarmos a Linha 3 do VLT em funcionamento”, disse Crivella.