Centro terá mais um condomínio residencial | Diário do Porto


Imóveis

Centro terá mais um condomínio residencial

Grande condomínio comercial do Centro foi vendido essa semana e será transformado em mais um empreendimento residencial na região

12 de março de 2022

Prédio de escritórios do Largo São Francisco será o mais novo empreendimento residencial do Centro do Rio (reprodução/internet)

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Um grande prédio de escritórios no Largo São Francisco, na esquina com a Rua dos Andradas, no Centro do Rio, foi vendido esta semana para a construtora Viver, de São Paulo. As informações são da coluna do jornalista Ancelmo Gois em “O Globo”. A previsão é de que seja outro imóvel comercial da região que irá se tornar residencial — com 18 andares, seu preço inicial era de R$ 16 milhões. A venda fortalece a reocupação do Centro da cidade, o principal objetivo do plano urbano Reviver Centro.

Desde o lançamento do projeto em julho de 2021, a Prefeitura do Rio registrou 14 pedidos de novos empreendimentos residenciais na região, com um total de 1.674 apartamentos. Antes da nova legislação, na última década foram licenciadas apenas 1.472 unidades residenciais no Centro.


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Nova lei estimula moradias no Centro

Além do Reviver Centro, uma lei de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ) facilitou a conversão de edifícios comerciais em empreendimentos residenciais. A proposta moderniza o Código Civil para desburocratizar a mudança dos perfis dos condomínios. Antes havia praticamente o “direito de veto” ao proprietário que se opunha a mudar a natureza do imóvel, porque era necessária a unanimidade dos condôminos para concluir a transformação. O PL apresentado por Portinho define o quórum qualificado de 2/3 dos condôminos, para a mudança de uso dos imóveis.

“É mais um instrumento para nossa retomada pós-pandemia, que alterou as relações de trabalho com a implementação do teletrabalho. Os centros das grandes capitais ficaram vazios e edifícios comerciais sem função. Agora, eles poderão substituir a finalidade de forma mais fácil. Além disso, o projeto vai auxiliar programas como o “Reviver Centro”, no Rio de Janeiro, transformando a realidade urbana. Também teremos um aquecimento da economia com a ocupação de espaços ociosos”, afirmou Portinho.


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