Centro será prioridade de Washington Fajardo, na gestão de Paes | Diário do Porto

Política

Centro será prioridade de Washington Fajardo, na gestão de Paes

Washington Fajardo será o futuro secretário de Planejanto Urbano de Eduardo Paes. A região central do Rio terá prioridade a partir de janeiro

6 de dezembro de 2020
Washington Fajardo, futuro secretário de Planejamento Urbano, quer projetos residenciais no Centro do Rio (foto: Plurale)


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A Região Central do Rio terá prioridade no início da nova gestão do prefeito eleito Eduardo Paes, a partir de janeiro. Para isso já foi anunciado um plano piloto de revitalização, que será comandado pelo futuro secretário de Planejamento Urbano, o arquiteto e urbanista Washington Fajardo.

Segundo o jornal O Globo, uma das propostas é mudar a legislação para facilitar a conversão de imóveis comerciais e escritórios em unidades residenciais.

Fajardo fala em projetos residenciais

Fajardo diz que lugares como a Cruz Vermelha e o Bairro de Fátima comprovam que o Centro tem vocação para receber moradores. Para ele, os trechos entre a Praça da República, a Praça Tiradentes e a Rua Sete de Setembro têm grande potencial para projetos residenciais, com o aproveitamento de imóveis históricos tombados ou preservados.

Mas antes de qualquer investimento, a área precisará ser reordenada. Esse será um dos principais papéis, a partir de janeiro, do futuro subprefeito do Centro, Leonardo Pavão.

O subprefeito diz que a região hoje está carente dos serviços mais básicos que começam pelo atendimento da população de rua, e vão até a poda de árvores e limpeza dos espações públicos. Um dos primeiros atos será atuar com a Secretaria de Assistência Social para dar acolhimento aos moradores de rua.

Paes e Fajardo podem rever política de Crivella

A Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi) vê o projeto de Fajardo e Eduardo Paes com bons olhos. De acordo com o presidente da entidade, Claudio Hermolin, pelo menos 14 mil imóveis no Centro poderiam ser reaproveitados como residenciais ou mistos.

Já a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) afirma que 38% dos imóveis comerciais e 17% dos residenciais estão vazios no Centro.

Eduardo Paes, quando foi prefeito, revitalizou a Região Portuária. Mas a crise econômica a partir de 2015 desacelerou a economia, prejudicando o desenvolvimento do Porto Maravilha. Até hoje quase nenhum imóvel residencial foi lançado na área.

O atual prefeito, Marcelo Crivella, chegou a anunciar a construção de prédios de apartamentos para os servidores municipais, em Jacarepaguá, enquanto no Porto Maravilha há um esqueleto de um conjunto residencial, o Porto Vida, que foi planejado inicialmente para receber o mesmo público, situado a 15 minutos de caminhada da sede da Prefeitura. Crivella não priorizou a ocupação residencial da Região Portuária, na qual foram investidos mais de R$ 8 bilhões em projetos de requalificação urbana.

Agora, junto com Fajardo, o novo prefeito pode mudar essa história.


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