Centro e Porto são epicentros da folia não autorizada no Rio | Diário do Porto


Carnaval

Centro e Porto são epicentros da folia não autorizada no Rio

Com a festa na rua oficialmente cancelada pela pandemia, blocos não autorizados arrastam milhares de foliões pelo Centro e Região Portuária.

1 de março de 2022

Alvo de audiência da Câmara Municipal, o Centro do Rio é um expoente cultural da cidade (Foto: Diário do Porto)

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O Rio vive um “Carnaval” um tanto atípico. Oficialmente cancelada em janeiro pela Prefeitura graças ao avanço da variante Ômicron do coronavírus, a festa de Rua está acontecendo pela cidade. E os principais pontos de concentração de foliões estão no Centro e a Região Portuária. Com os blocos proibidos de desfilar, seus músicos e seguidores marcam pontos de encontro por grupos de whatsapp ou redes sociais. Tudo é feito em cima da hora para não chamar a atenção dos fiscais da Secretaria de Ordem Pública e agentes da Guarda Civil Metropolitana.

No sábado à tarde, um desses “blocos’ tomou o Boulevard Olímpico vindo da Praça Mauá e se dispersando na frente do Armazém da Utopia, onde estava sendo realizado o Festival Auê. A massa foi “escoltada” por viaturas da Polícia Militar sem maiores incidentes. O único incômodo para a região foi a paralisação temporária do VLT durante a passagem da multidão.


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Pequeno atrito no Centro

No final da manhã de domingo houve um pequeno atrito quando um grupo no Centro foi abordado pela Guarda Civil Metropolitana com viaturas e cachorros agitados com o barulho da multidão. Após muita conversa, o grupo acabou liberado para seguir. Houve até quem dissesse que o prefeito Eduardo Paes teria sido acionado para resolver o imbróglio. O cortejo terminou horas depois nas escadarias do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Há vídeos circulando de blocos tomando os túneis que ligam Botafogo e Copacabana durante a madrugada.

Outro ponto de agito tem sido o Largo São Francisco da Prainha, no Porto. Ali está acontecendo o CarnaBafo, evento carnavalesco organizado por Raphael Vidal, dono dos bares Casa Porto e Bafo da Prainha. Os shows e apresentações acontecem da sacada de um dos sobrados do Largo e têm atraído centenas de foliões para o local que se tornou o epicentro da folia “legalizada” na Região Portuária.

Se por um lado a festa na rua está “proibida”, bailes e grandes eventos fechados pipocam pela cidade. Autoridades alegam que os autorizaram com a contrapartida da exigência de comprovante de vacinação para acesso dos foliões e limitação da capacidade de público.  Para os amantes do Carnaval nos espaços públicos, isso se trata de uma “elitização” da maior e mais democrática festa popular do País. A resposta tem sido os desfiles não autorizados pela cidade. E outros irão acontecer hoje, último dia do “quase” Carnaval 2022.


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