Centro do Rio começa a sair da UTI | Diário do Porto


Comércio

Centro do Rio começa a sair da UTI

Pesquisa da Fecomércio-RJ mostra que pela primeira vez desde o início da pandemia mais estabelecimentos comerciais abriram do que fecharam no Centro

15 de setembro de 2021

Agência Brasil)

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Segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, o mês de julho registrou mais estabelecimentos comerciais abrindo do que fechando no Centro do Rio. Os números são relativos a empreendimentos do setor de comércio de bens, serviços e turismo instalados nos bairros da região central, Segundo a Fecomércio, em julho 137 estabelecimentos abriram as portas na região, enquanto 69 entregaram as chaves. É o primeiro balanço positivo desde que a pandemia começou em março do ano passado.

Diretor do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises, João Gomes diz que que a crise sanitária não é o único fator para se levar em consideração quando se analisa a crise que a região enfrentou nos últimos meses.

“O Centro do Rio de Janeiro vem sofrendo com a perda dos ativos econômicos já faz algum tempo. O avanço da pandemia intensificou esse processo. Dentre os problemas elencados pelos empresários, dois são destaques: a pandemia e o desordenamento urbano. O avanço da vacinação fez com que a preocupação a pandemia se diluísse e a redução da informalidade no Rio de Janeiro com mais carteiras assinadas fez com que a preocupação na parte do desordenamento urbano também se reduzisse”.


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Novo ânimo no Centro

Os próximos meses prometem ser ainda melhores para o Centro. Aos poucos as grandes empresas estatais vão voltando ao trabalho presencial. A primeira foi a Eletrobras. Em outubro, Petrobras e BNDES terão mais funcionários dando expediente em seus escritórios. A ideia é adotar um modelo híbrido alternando presencial com home-office.

Outro fator que animou a região, especialmente o perímetro do Largo da Carioca, Cinelândia e Buraco do Lume, foi a mudança da Alerj para o antigo prédio do Banerjão. Essa semana um dos restaurantes próximos à Assembleia, o Soft Grill, reabriu as portas. A expectativa é que outros sigam esse exemplo de olho nos mais de cinco mil potenciais clientes que carregam no peito o crachá da Alerj.