A Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, foi escolhida para sediar o centro de pesquisas da montadora chinesa BYD no Brasil, que terá como foco o desenvolvimento de veículos autônomos, que operam sem motorista. O complexo, que será construído em um terreno do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), contará com laboratórios e uma pista de testes, com um investimento inicial de R$ 30 milhões da empresa automobilística.
A escolha do local levou em consideração a proximidade com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com o próprio aeroporto, criando o que a Prefeitura do Rio está chamendo de um ecossistema de inovação na Zona Norte da cidade.
“Aquela área fica próximo a instituições de qualidade como a Coppe e o Parque Tecnológico do Fundão (UFRJ). E faz parte da estratégia de desenvolver o Galeão”, afirmou o prefeito Eduardo Paes, destacando que o investimento é 100% privado.
Além da pesquisa em carros autônomos, o centro também terá uma área dedicada ao desenvolvimento de motores com combustíveis flex, o que já é um ponto forte do mercado brasileiro e mostra que os chineses estão alinhados com as especificidades do país. A empresa ainda não divulgou um prazo para o início das operações no Rio, mas já há uma expectativa no mercado sobre a geração de empregos locais e sinergia com empresas nacionais da cadeia produtiva.
BYD escolheu o Rio depois de pedido de Paes
A instalação do centro no Rio é resultado de uma negociação direta do prefeito com a empresa. Em 2023, o projeto havia sido anunciado para Salvador, mas Paes, que trabalhou como representante da BYD na América Latina entre 2017 e 2020, conseguiu convencer os antigos patrões de que a opção carioca seria mais vantajosa.
“Ele (o prefeito) conhece nossa tecnologia. E nos convenceu a trazer todos os centros de Pesquisa & Desenvolvimento para cá”, confirmou Stella Lee, vice-presidente da BYD, durante o anúncio.
O anúncio do centro de pequisa no Rio aconteceu após a BYD ter inaugurado, na última semana, sua maior fábrica fora da Ásia, em Camaçari (BA), com um investimento de R$ 5,5 bilhões.
