Cedae faz viveiro florestal em penitenciária de Resende | Diário do Porto


Inovação Social

Cedae faz viveiro florestal em penitenciária de Resende

Viveiro da Cedae será o oitavo do projeto Replantando Vida, que emprega mão de obra prisional em atividades para recomposição da Mata Atlântica

15 de maio de 2022

Cedae emprega prisioneiros em viveiro florestal na penitenciária de Resende (Foto: Cedae / Leo Ripamonti)

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Um viveiro florestal da Cedae dentro de uma penitenciária reúne, em Resende, ações de ressocialização de apenados e reflorestamento da Mata Atlântica. A ação faz parte do Replantando Vida, um programa premiado internacionalmente e reconhecido como grande empregador de mão de obra prisional. 

O novo viveiro florestal da Ceda ocupa 1,7 mil metros quadrados dentro da Penitenciária Luís Fernandes Bandeira Duarte, no distrito de Bulhões. Doze apenados já trabalham nas obras do espaço de cultivo, e outros dois vão se juntar ao grupo até o próximo mês.

Previsto para ser concluído em julho, o viveiro será o oitavo mantido pela Cedae – e o segundo instalado dentro de um presídio, seguindo o modelo implantado em 2014 na Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, na Baixada.

A unidade de Resende vai cultivar 120 mil mudas de plantas nativas da Mata Atlântica por ano, ampliando a capacidade anual de produção nos viveiros florestais da Cedae para mais de 1,9 milhão de mudas. São 254 espécies, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.

O novo viveiro irá reforçar a participação do Replantando Vida em ações de proteção e recuperação das matas ciliares e nascentes no Sul Fluminense, ajudando a aumentar a segurança hídrica na região do rio Paraíba do Sul.

Cedae incentiva a ressocialização

Os apenados que atuam nas obras do viveiro da Penitenciária Luis Fernandes Bandeira Duarte são contratados por meio da parceria da Cedae com a Fundação Santa Cabrini (FSC), responsável por gerenciar o trabalho prisional no Rio de Janeiro. Eles recebem o salário mínimo nacional e o benefício de redução de um dia de pena a cada três trabalhados.

Após os serviços nas obras, os apenados que estiverem cumprindo pena em regime semiaberto irão participar do Curso de Capacitação em Restauração Florestal, organizado pela Cedae. Receberão conhecimentos práticos e teóricos sobre a cadeia produtiva de restauração ecológica, além de aulas sobre educação ambiental e cidadania. Depois de capacitados, vão integrar as ações de reflorestamento do Replantando Vida por todo o Estado do Rio.

“As atividades do programa possibilitam mudanças significativas na vida dessas pessoas. Elas passam a ter uma rotina produtiva, respeitando regras e horários, aumentam a autoestima, aprendem a trabalhar em grupo, exercem a paciência nos trabalhos manuais, desenvolvem responsabilidades e melhoram as perspectivas pós cárcere”, diz Alcione Duarte, coordenador do Replantando Vida, programa da Cedae.

Desde sua criação, em 2001, mais de 6.000 pessoas já passaram pelo programa, maior empregador de mão de obra prisional do país. Atualmente, há cerca de 600 apenados trabalhando em 146 setores da Cedae.

 


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