Cdurp busca novo modelo para a Feira de São Cristóvão | Diário do Porto

Infraestrutura

Cdurp busca novo modelo para a Feira de São Cristóvão

Empresas podem enviar projetos para à remodelação da Feira de São Cristóvão até 21/7. Espaço perdeu comerciantes e amarga dívida de 40 milhões

2 de junho de 2021


Empresas podem apresentar estudos para modernizar a Feira de São Cristóvão (Foto: Agência Brasil / Tomaz Silva)


Compartilhe essa notícia:


A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) busca empresas interessadas em elaborar estudos para o novo modelo de gestão do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas (CLGTN), a popular Feira de São Cristóvão. Quem tiver propostas deverá entregar os estudos técnicos até 21 de junho.

De acordo com o edital da Cdurp, estudos e projetos necessários à remodelação da Feira de São Cristóvão devem considerar uma futura concessão do espaço, apresentando um novo modelo de exploração comercial.

Remodelação da Feira de São Cristóvão
O estudo deve incluir os espaços no entorno do pavilhão (Foto: Cdurp)

O edital também pede que os interessados apresentem estudos para a recomposição da arquitetura original do pavilhão e sua cobertura e modernização dos palcos. Isso deve ser feito levando em consideração a história do local, que leva o nome do cantor Luiz Gonzaga, que levou para todo o país a cultura musical do Nordeste.

As propostas também devem contemplar o aprimoramento das áreas comuns e equipamentos de uso público, como os banheiros, e acessibilidade nas áreas internas e externas, e da elaboração de projeto paisagístico.


LEIA TAMBÉM:

Reviver Centro é aprovado em 1ª votação na Câmara

Por que voltar ao Centro?

Baixe o Guia do Sebrae para negócios de impacto


Feira de São Cristóvão: problemas e embargo jurídico

No Pavilhão onde a cultura nordestina é celebrada, com música e culinária, tem faltado alegria. Os comerciantes estão enfrentando muitos desafios para manter seus negócios, e cerca de 70% das lojas fecharam desde o início da pandemia.

Outro problema da Feira de São Cristóvão é o fornecimento irregular de energia elétrica e de água, com cerca de R$ 40 milhões em dívidas. O espaço tem sido abastecido por carros-pipa e geradores de energia. Há também um processo na Justiça por suposta falta de transparência na administração, que envolve a gestão da LCV Comércio e Serviço Ltda, e a Comissão de Organização e Administração (COA), criada pelos feirantes.

Segundo aCdurp, até que os estudos estejam prontos, não é possível precisar data para início das obras e, pelo mesmo motivo, nem quais intervenções serão consideradas necessárias.