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CDLRio aponta queda recorde no comércio do Centro

Clube dos Diretores Lojistas (CDLRio) mostra queda de um terço nas vendas, em 2020. Entidade pede mais segurança e cuidados com camelôs e moradores de rua

4 de janeiro de 2021
CDLRio diz que queda no comércio do Centro não é só por causa da pandemia, e pede cuidados com segurança, camelôs e moradores de rua (foto: Agência Brasil)

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O comércio do Centro do Rio foi duramente afetado em 2020, com queda de quase um terço nas vendas em relação ao ano anterior. De acordo com o Clube de Diretores Lojistas (CDLRio), a redução do comércio chegou a 31,9% no ramo mole (bens não duráveis) e 30,2% no ramo duro (bens duráveis).

A decadência no comércio do Centro já havia sido registrada mesmo antes da pandemia do novo coronavírus, pois em 2019 o desempenho também foi negativo, com queda de 5% no ramo mole e de 6,1% no ramo duro.

A situação se reflete nas ruas da região central, onde várias lojas estão fechadas, com placa de venda ou para aluguel. A nova administração da Prefeitura, que tomou posse com Eduardo Paes no primeiro dia do ano, tem promessas de reativar a ocupação dos bairros centrais, principalmente com incentivos para atrair moradores.

De acordo com os lojistas representados pelo CDLRio, a grande queda no movimento em 2020 teve como causas, além da pandemia e do desemprego, a sujeira e a insegurança nas ruas do Centro, o grande número de camelôs e de moradores de rua.

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do Sindicato do Comércio Lojista do Rio de Janeiro (SindilojasRio), as entidades têm feito diversas pedidos às autoridades, para aumentar a segurança no Centro, diminuir o comércio informal e ilegal, além de ações sociais para dar abrigo aos moradores de rua.

“Isso poderia, mesmo com a pandemia, amenizar o prejuízo dos lojistas do Centro”, diz Aldo Gonçalves.


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