Cassinos voltam à discussão na Câmara | Diário do Porto


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Cassinos voltam à discussão na Câmara

Projeto que torna cassinos novamente legais está há 30 anos tramitando na Câmara. Artur Lira formou comissão para apresentar relatório até dezembro

22 de setembro de 2021

Cassinos serão votados na Câmara dos Deputados, segundo o presidente Arthur Lira (foto: reprodução da Internet)

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, criou um grupo de trabalho para preparar uma atualização do projeto de lei que prevê a volta da legalização dos cassinos no Brasil. A proposta tramita na Câmara há 30 anos e, agora, Lira quer que seja votada ainda em 2021.

O projeto de lei em questão é o 442/91, que trata do Marco Regulatório dos Jogos, que além dos cassinos regularizaria a exploração de bingos, vídeo-jogos, jogos on-line, máquinas caça-níqueis e jogo do bicho. Os cassinos foram legais no Brasil até 1946. Atualmente, o país é um dos poucos do mundo em que são proibidos, junto a países mulçumanos e a Cuba.

Lira espera que o grupo, composto por 10 deputados de diferentes partidos, apresente seu relatório até dezembro. O ex-presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, Herculano Passos (MDB/SP), defende que a volta dos cassinos no Brasil seja feita por meio de resorts integrados, nos quais esses estabelecimentos sejam parte de complexos com hotéis, centro de convenções, casas de shows e shopping. Esse é o modelo que está em análise pelo grupo de trabalho.

Cassinos formalizariam 450 mil empregos

“O ideal é trazermos para cá o mesmo modelo adotado em Las Vegas ou Macau, por exemplo, onde os cassinos ficam dentro de hotéis de luxo, com shoppings, espaços para show, arenas esportivas, bares e danceterias. Dessa forma, iremos fomentar o turismo, atraindo não apenas apostadores, mas suas famílias, pessoas que venham comprar, se divertir e não simplesmente jogar”, afirma Herculano.

Os deputados trabalham com dados que apontam que a formalização dos jogos hoje praticados ilegalmente no país daria direitos trabalhistas para 450 mil trabalhadores informais, além de poder gerar 200 mil novos empregos. A legalização traria impactos diretos em setores econômicos ligados ao turismo, como a construção civil, produção de móveis, decoração, logística, capacitação profissional, hotelaria, gastronomia, cultura, segurança, comunicação, transporte e entretenimento.

 


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