Casarão histórico de Três Rios é tombado pelo Inepac | Diário do Porto


História

Casarão histórico de Três Rios é tombado pelo Inepac

Imóvel histórico foi construído no século XIX. Ao lado de um terreiro de candomblé em São Gonçalo, casarão é o segundo patrimônio tombado no Estado em 2022

7 de março de 2022

Casarão histórico de Três Rios é o segundo imóvel tombado no Estado em 2022 (divulgação/Inepac)

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Referência arquitetônica no município de Três Rios, cidade do Centro-Sul fluminense, o Casarão de Generozo Portella foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).  Construído no final do século XIX para servir como residência, ao longo dos anos, o imóvel passou a funcionar como uma escola. De acordo com a diretora do Inepac, Ana Cristina Carvalho, o ato do tombamento é de vital importância para a preservação e manutenção da memória fluminense.

“Nossa equipe tem trabalhado com o objetivo de reafirmar os papéis de proteção e de fiscalização conferidos legalmente ao Instituto. Esperamos que este espaço seja ocupado de forma que valorize sua importância histórica e cultural para a cidade de Três Rios”! ressaltou.

Além do tombamento do Casarão de Generozo Portella, mais dois imóveis localizados no mesmo quarteirão foram definidos como bens tutelados: o antigo Cine Rex e o Edifício Irmãos Chimelli.

A fachada principal do casarão, voltada para a praça Salim Chimelli, apresenta rica decoração, com arquitrave sustentado por mísulas, platibanda e frontão com medalhão em leque. As entradas se dão por varandas nas fachadas laterais, uma na rua Nelson Viana, decorada por lambrequim e paravento rendilhado, e outra na rua da Maçonaria, com paravento de caixilhos para vidros coloridos.

Este é o segundo bem tombado pelo Inepac em 2022. Em fevereiro deste ano, o terreiro de candomblé Egbe Ile Iya Omidaye Asé Obalayo, em São Gonçalo, pertencente aos povos tradicionais de matrizes africanas, foi o primeiro patrimônio preservado. O local possui grande relevância cultural e social para os municípios do leste da Região Metropolitana do Rio.

O terreiro está em funcionamento há mais de 50 anos e acolhe psicologicamente, religiosamente e socialmente centenas de pessoas por mês. O espaço ainda aborda temas atuais durante os encontros, como direitos humanos, direito da mulher e igualdade social e racial.


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