Cariocas preferem imóveis mais espaçosos na pandemia | Diário do Porto


Imóveis

Cariocas preferem imóveis mais espaçosos na pandemia

EmCasa revela que compra de Imóveis acima de 120 m² aumentou de 12% para 15% na pandemia. Outras pesquisas já mostravam tendência por imóveis espaçosos

6 de maio de 2021

Edifício na Barra: pandemia aumentou busca por espaços maiores (Deposit Photos)

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O carioca já gostou mais de quitinetes. Mas, com a pandemia, a tolerância com lugares apertados parece ter ficado menor. Pesquisa do EmCasa, startup de compra e venda de imóveis, mostra que 37% dos compradores de imóveis durante a pandemia preferiram aqueles entre 61 e 90 metros quadrados. A opção é por moradias entre dois quartos (47%) e três (26%). Aqueles com mais de 120 metros quadrados tiveram um aumento de 12% para 15%.

O levantamento sobre o comportamento dos cariocas aponta um crescimento na busca por imóveis de padrão mais alto. Das buscas realizadas no site da EmCasa no último ano, imóveis de R$ 900 mil a R$1.5 milhão representaram 28% do total, sendo esta a faixa de preço mais procurada no período.

 


 

Já em 2021, os cariocas têm demonstrado interesse em imóveis ainda mais caros. A procura por casas e apartamentos com valor acima de R$ 1,5 milhão teve um aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2020. Essa se tornou a faixa de preço mais buscada no EmCasa.

Outras pesquisas também apontam tendência

A necessidade de um imóvel mais espaçoso foi apontada por 22,4% dos entrevistados que estavam de mudança, conforme uma pesquisa recente do QuintoAndar em parceria com o instituto Offerwise. Os entrevistados revelaram dar maior importância às varandas e sacadas (21,7%).

Um levantamento do site Imovelweb já apontava, em maio de 2020, crescimento de 19% na busca por casas com jardins, uma alta de 96% em relação a maio do ano anterior. Houve ainda aumento de 20% nas pesquisas por apartamentos com varandas e de 52% por imóveis rurais.

Para a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o distanciamento social fez com que as residências passassem a ser melhor usufruídas, o que deve trazer inovações no mercado, com mais áreas verdes para lazer e espaços de trabalho.