Evento no Museu do Amanhã abre os olhos do Rio para o Cerrado

Savana mais rica em biodiversidade do mundo e “berço das águas” por sua riqueza hidrográfica, o Cerrado foi tema de evento nesta terça (9) no Museu do Amanhã

Cerrado no Museu do Amanhã
Evento vai discutir a importância do cerrado como berço das águas (Foto: ActionAid/Divulgação)

 

Considerada a savana mais rica em biodiversidade do mundo e “berço das águas” por sua riqueza hidrográfica, o Cerrado foi o tema de um evento realizado dia 9 de setembro no Museu do Amanhã. O objetivo de “O Cerrado em toda parte”,  realizado em parceria com a ActionAid e a Rede Cerrado, foi sensibilizar a população carioca para a importância do bioma e sua relação com os grandes centros urbanos de todo o Brasil.
De acordo com especialistas, é no Cerrado que nascem três grandes aquíferos do país, e preservá-lo é fundamental para garantir o acesso à água para toda a população. Mas muito além do curso de seus rios, o bioma abriga uma enorme quantidade de espécies de flora e fauna, e uma diversidade cultural vinda de populações tradicionais que, por viverem há gerações em harmonia com o ambiente, são considerados seus guardiões. Todo este patrimônio, no entanto, está sob ameaça, sendo os crescentes índices de desmatamento e dados de conflitos rurais em territórios de Cerrado os principais termômetros de um processo silencioso de destruição.
Pela manhã, um seminário mediado pela jornalista Flávia Oliveira deu cara e voz ao Cerrado, numa mesa formada por representantes de populações tradicionais do bioma. Uma quilombola do estado do Tocantins, uma quebradeira de coco babaçu do Piauí, e um geraizeiro de Minas Gerais trocaram experiências, falando de seus modos de vida em equilíbrio com o meio ambiente, além de apontar os principais riscos que enfrentam hoje em seus territórios.
Maria Emília Pacheco, representante da Fase e ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, abordou a importância desses povos para o acesso à alimentação e água no Brasil.
À tarde, foram exibidos cinco documentários de longa, média e curta metragem sobre o Cerrado, seguidos de debate com os diretores. Durante todo o dia, atividades pedagógicas envolveram crianças, incluindo contação de histórias, oficinas e exposições.

Parceiros destacam importância do evento

“O evento  é um convite para que o Rio de Janeiro conheça um pouco mais dessa história e se engaje na proteção desse bioma rico e vibrante”, afirma Avanildo Duque, gestor de Programas e Políticas da ActionAid. Segundo ele, onde tem comunidade tradicional, tem Cerrado em pé, tem flora e fauna conservados, e tem rios fluindo. “Garantir a permanência dessas populações em seus territórios é a forma mais efetiva para barrar o avanço do desmatamento e a manutenção da vegetação e da água”, diz.

“Houve um tempo em que os povos e comunidades tradicionais lutaram para ficar invisíveis, pois isso era uma garantia de sobrevivência e permanência em seus territórios e manutenção dos seus modos de vida. Atualmente, a luta é pela visibilidade, pela exposição do que está ocorrendo, como ataques e violências sofridas”, resume Katia Favilla, secretária executiva da Rede Cerrado. “Falar sobre o Cerrado e sobre seus povos no Museu do Amanhã é trazer a discussão para as grandes cidades, é expor a um público já acostumado a falar de Amazônia, as riquezas de outro bioma extremamente importante para o país”, completa.

“Queremos, com o evento, convidar a todos a conhecerem mais o Cerrado, que tem extrema importância para a manutenção de um dos principais serviços ambientais brasileiros: o fornecimento de água. É importantíssimo que nossas crianças entendam, de maneira lúdica, o que é um aquífero; que compreendam que o Cerrado não é um deserto, estéril. Serão encontros para todas as idades”, destaca o editor de Conteúdo do Museu do Amanhã, Emanuel Alencar.
Fonte: Museu do Amanhã – mais informações no site  (atualizado em 10 de outubro de 2018, às 18h)

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