Campus da Gama Filho é avaliado em R$ 308 milhões | Diário do Porto

Justiça

Campus da Gama Filho é avaliado em R$ 308 milhões

Recursos da Gama Filho servirão para pagar funcionários e alunos, diz Gustavo Licks, administrador judicial. Prefeitura e Fecomércio planejam revitalização

19 de abril de 2021


Alunos fizeram protesto, em 2014, contra o fechamento da Universidade Gama Filho (Foto: Agência Brasil / Valter Campanato )


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Quase 7 anos após a falência, o campus da Universidade Gama Filho, em Piedade, foi incluído na massa falida do grupo Galileo e teve o valor do imóvel estabelecido em R$ 308 milhões por administradores judiciais. A decisão do juízo da 7ª Vara Empresarial ocorre ao mesmo tempo em que o prefeito Eduardo Paes assinou um decreto para sua desapropriação.

Para o advogado Gustavo Licks, um dos três administradores judiciais da massa falida, a indenização pela desapropriação do imóvel pagará os ex-funcionários e os ex-alunos que ganharam o direito à reparação por terem sofrido danos morais e financeiros.

A Fecomércio já comunicou à Prefeitura que tem o interesse de criar uma unidade no prédio, com o Sesc e o Senac, além da participação do Sebrae. O secretário municipal de Fazenda, Pedro Paulo, quer criar um grupo especial de trabalho para discutir o futuro do imóvel, imaginando criar ali um polo para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Gustavo Licks gosta das propostas que projetam o renascimento da Gama Filho. “Como carioca, vejo como muito positiva a ideia de se criar um centro de conhecimento, uma vocação local. Já como administrador da massa falida, será importante pagar os 3 mil trabalhadores e as indenizações para os ex-alunos. Foram tantos postos de trabalhos fechados tanto na universidade como no comércio local. A região deve ser revitalizada pela Prefeitura”.

Gama Filho era o centro econômico de Piedade

Com 57 mil metros² de área e capacidade para 40 mil estudantes, o campus da Gama Filho fechou em 2014 com apenas 9 mil alunos. Muitos deles até hoje não conseguiram ter o diploma, porque a universidade foi descredenciada pelo MEC, antes de ser decretada a falência do grupo Galileo, responsável, na época, pela Gama Filho e pela UniverCidade.

Antes do fechamento, o bairro de Piedade tinha uma série de atividades econômicas ao redor da universidade, com toda uma oferta de serviços voltada para o campus. Com o fim da Gama Filho, a região viu sua economia entrar em colapso, com a saída de vários estabelecimentos comerciais e de serviços.

Além disso, os imóveis do entorno sofreram desvalorização e a insegurança aumentou, com a redução no efetivo policial. O prédio da Gama Filho sofreu deterioração e alguns incêndios parciais.


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