Campanha combate comércio irregular em volta da Rodoviária do Rio | Diário do Porto


Segurança

Campanha combate comércio irregular em volta da Rodoviária do Rio

O risco no consumo de alimentos e produtos sem fiscalização e os Incômodos aos passageiros levam Rodoviária do Rio a lançar campanha

25 de janeiro de 2019

Ambulantes ocupam maioria do espaço da calçada de acesso ao terminal (f DiPo)

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Se você saiu da cidade ou chegou pela Rodoviária do Rio, certamente percebeu a negligência do poder público na fiscalização do entorno. O que era para ser cuidado com carinho e prioridade, já que a primeira impressão é a que fica, vive mergulhado em uma desordem tão desagradável aos turistas quanto perigosa para quem consome os produtos vendidos sem qualquer fiscalização.

Por isso, a Associação dos Concessionários do Terminal Rodoviário Novo Rio (Ascotran) acaba de lançar a campanha “Diga não ao comércio irregular”. O objetivo é conscientizar visitantes, formadores de opinião e o público em geral sobre os riscos à saúde de quem consome produtos oferecidos sem condições adequadas de preparo e armazenamento, higiene, refrigeração e validade.

A proposta também pretende mobilizar as autoridades para fiscalizar e coibir a venda de alimentos nas ruas do entorno da Rodoviária. O 2º maior terminal na América Latina, uma das principais portas de entrada do Rio de Janeiro, sofre os efeitos do crescimento do número de ambulantes vendendo os mais variados tipos de alimentos e produtos de origem desconhecida e sem fiscalização.

“O grande problema é que os consumidores não se dão conta dos enormes perigos que estão correndo e de que podem estar contribuindo, por exemplo, com a receptação de mercadorias provenientes de cargas roubadas”, explica Marcel Rocha, diretor da ASCOTRAN.

Falta espaço para pedestres no entorno da Rodoviária do Rio. Eles ainda correm risco ao consumir produtos sem fiscalização
Falta espaço para pedestres, que correm risco ao consumir produtos sem fiscalização

A crise econômica tem ampliado o comércio informal, em especial a comercialização de alimentos. Milhares de pessoas vendem produtos in natura, refeições em quentinhas, sanduíches, salgadinhos, produtos de fabricação desconhecida e de origem duvidosa.

Além dos riscos à saúde, o comércio irregular no entorno do terminal gera problemas de insegurança, sujeira e desordem urbana. Sobra prejuízo para os estabelecimentos legalizados no interior da Rodoviária.


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“Não podemos mais fechar os olhos para todos os problemas que o comércio irregular gera. São riscos para a saúde dos consumidores, depreciação da região, desgaste da imagem do terminal e da cidade. O lixo gerado, o aspecto deplorável dessas barracas, o uso de botijões de gás que podem causar graves acidentes. Enfim, esse cenário nas calçadas dos acessos o terminal nada tem a ver com a Cidade Maravilhosa e causa uma péssima impressão aos viajantes que nos visitam”, completa Marcel.

Placa da campanha contra o comércio irregular
Placa da campanha contra o comércio irregular

Para divulgar a campanha “Diga Não ao Comércio Irregular” a Ascotran intala painéis nos corredores do terminal e spots na TV interna, além de adesivos nas lojas. A ação também será divulgada nas redes sociais e na imprensa.

As peças reproduzem frases sobre que revelam os perigos de ingerir alimentos de procedência desconhecida, bem como os problemas causados pelo comércio irregular. Para multiplicar ainda mais a ação de conscientização, as artes de divulgação da campanha #diganaoaocomercioirregular serão disponibilizadas sem custo para quem se interessar em replicar.


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