Caixa Econômica incentiva a compra de novos imóveis | Diário do Porto


Imóveis

Caixa Econômica incentiva a compra de novos imóveis

Novos compradores terão prazo de 6 meses para começar a pagar prestações. Pacote da Caixa, com R$ 43 bilhões, visa também manter 1,2 milhão de empregos

10 de abril de 2020

Apesar de queda no PIB, setor de construção civil foi o que mais contratou (foto: Agência Brasil)

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A partir da próxima semana, a Caixa Econômica Federal coloca em prática um programa que incentivará financiamentos para novos compradores de imóveis, com prazo de 6 meses para o início do pagamento de prestações.

A medida faz parte de um pacote de ações no valor de R$ 43 bilhões, que visa estimular o setor da construção civil, durante a crise causada pelo coronavírus.

Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o pacote tem também a pretensão de evitar o crescimento do desemprego na construção civil. “Com essas medidas, 1,2 milhão de pessoas vão manter o seu trabalho nesse momento de crise da saúde e da economia”, disse Guimarães.

Ele espera que as iniciativas da Caixa resultem na construção de pelo menos 530 mil nova unidades habitacionais. O pacote envolve ações para os mutuários e para as construtoras, com antecipação de recursos para as empresas e mais prazo para os compradores.


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De acordo com a Caixa, os mutuários inadimplentes, com até 2 prestações atrasadas, poderão renegociar os contratos,  suspender o pagamento das prestações por 6 meses ou fazer o pagamento parcial.

O banco já havia decidido conceder pausa de 90 dias no pagamento de dívidas parceladas, incluindo o crédito imobiliário.

Já as construtoras terão que se comprometer a manter os empregos por 60 dias, para ter direito aos incentivos, entre eles a antecipação em até 20% do financiamento de empreendimentos que ainda vão começar. Haverá ainda adiantamento de recursos correspondentes a até 3 meses, limitado a 10% do custo financiado, para obras em andamento e sem atrasos no cronograma.

A pausa nos pagamentos parcelados também será estendida às empresas, sendo de até 90 dias, para os clientes que estão com pagamentos em dia ou com até 2 parcelas em atraso. Elas também terão inclusão ou prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização.

As construtoras poderão ainda reformular o cronograma das obras, nos casos de problemas por questões decorrentes da pandemia.


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