Cais do Valongo pode ser visitado virtualmente | Diário do Porto

História

Cais do Valongo pode ser visitado virtualmente

Site sobre o Cais do Valongo, do projeto “Cais de Ideias”, permite visitas virtuais aos locais que revelam a presença africana na Região Portuária do Rio

12 de julho de 2021


O Cais do Valongo é considerado o único vestígio material da chegada de africanos escravizados no continente americano (Foto: Alexandre Macieira/Riotur)


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Patrimônio Mundial da Humanidade reconhecido pela Unesco desde julho de 2017, o Cais do Valongo já foi o maior porto de comércio escravocrata do mundo. Por ali, estima-se, passaram quase 1 milhão de pessoas escravizadas. Agora, pelo programa educativo “Cais de Ideais“, o local pode ser visitado virtualmente, com uma série de conteúdos sobre a cultura e resistência dos africanos escravizados. Todo o material pode ser acessado no site caisdovalongo.org.br

O site traz uma série de pontos da Região Portuária e bairros adjacentes, que testemunham o impacto da cultura africana na formação da cidade e, consequentemente, do país. O “circuito” conhecido como Pequena África, inclui também outros locais históricos como a Pedra do Sal, o Instituto dos Pretos Novos e a Casa da Tia Ciata.

Jardim Suspenso do Valongo é um dos pontos visitados no roteiro da Pequena África (Alexandre Macieira/Riotur)

O programa educativo produziu um curta-documentário, além de aulas e artigos que podem ser acessados no site e nas redes sociais do projeto. Há 16 oficinas virtuais, mais de 30 horas de ensino e cerca de 170 profissionais participantes. As oficinas são postadas no Youtube do projeto semanalmente, abordando temas como história, ancestralidade, cultura, arte, racismo, educação e representatividade,

Os textos são assinados pelos coordenadores educativos do “Cais de Ideias”, Luís Araújo e Jessica Balbino e por pesquisadores, escritores e convidados que representam instituições culturais da Pequena África.


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Cais do Valongo: registros da cultura negra do Rio

Construído em 1811, o Cais do Valongo foi o principal ponto de desembarque e comércio de pessoas negras escravizadas nas Américas. Funcionou até 1831, quando foi proibido o tráfico transatlântico.

Em 2017, a Unesco incluiu o sítio arqueológico na lista de patrimônio cultural mundial, por reconhecer nele “a mais importante evidência física associada à chegada histórica de africanos escravizados no continente americano”.

O projeto Cais de Ancestralidades faz parte do programa de recuperação da região realizado e gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), com o investimento da State Grid Brazil Holding (SGBH), e o apoio da Prefeitura do Rio, BNDES, IPHAN, Secretária Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.