Brasileiros aprovam telemedicina em tempos de pandemia | Diário do Porto


Saúde

Brasileiros aprovam telemedicina em tempos de pandemia

Segundo pesquisa, 66% dos médicos apostam na telemedicina para atender pacientes que residem em áreas distantes e com pouca cobertura médica

14 de abril de 2021

Telemedicina permitiu o acesso à saúde sem deixar de cumprir as regras de distanciamento social (Foto: Conexão Saúde)

Compartilhe essa notícia:


O uso da telemedicina tem sido um fator de aproximação entre médicos e pacientes, principalmente em tempos de distanciamento social causado pela pandemia de Covid-19. A pesquisa “Telemedicina no Brasil“, da startup Conexa Saúde e o Datafolha, buscou entender a aceitação do novo modelo de atendimento, exclusivamente virtual, por médicos e pacientes brasileiros.

A pesquisa ouviu 801 pacientes e 307 médicos entre os meses de novembro e dezembro de 2020. O estudo mostrou que 41% dos entrevistados acreditam que uma emergência em saúde possa ser resolvida pela telemedicina. Entre os pacientes, 72% enxergam nesse tipo de atendimento uma ótima ferramenta para o acesso à saúde. Já os médicos (68%) afirmam que a telemedicina oferece melhor acesso aos pacientes, especialmente no período da pandemia.

Dados do Conselho Federal de Medicina mostram que cerca de 60% dos médicos brasileiros estão concentrados em apenas 39 munícipios, do total dos 5.570 existentes. Diante desse desequilíbrio, o uso da telemedicina tem se mostrado um grande aliado na democratização do acesso à saúde, derrubando barreiras e aproximando médicos e pacientes, em todas as regiões do País. A telemedicina também tem sido um fator para evitar que os pacientes deixem de ter atendimento médico, ao seguir as regras de isolamento na pandemia.

Telemedicina aproxima médicos e pacientes

Segundo a pesquisa, a telemedicina é uma realidade que tem apresentado benefícios para ambos os lados. Médicos afirmam que a telemedicina não é uma simples videoconferência entre profissionais de saúde e pacientes. É uma nova forma de empregar cuidado em saúde.

“Moro no Rio de Janeiro e consigo atender pacientes do Brasil inteiro. Tenho feito muitos acompanhamentos de pacientes crônicos por meio da plataforma de telemedicina. Chegamos até a casa das pessoas, muitas delas carentes. Criamos vínculos e, em muitos lugares, a telemedicina chega antes do próprio sistema de saúde, especialmente no interior do país. Também tem sido uma ótima ferramenta para trocas de opiniões entre médicos”, disse a médica Viviane Maiolini.

Entre as especialidades mais procuradas por quem já experimentou a telemedicina, há uma preocupação com a saúde em geral, com destaque para saúde mental e nutricional. Um terço das consultas (32%) ocorre na área de clínica geral, seguida de psicologia/psicanálise (28%) e nutricionista (9%).

“O Sistema Único de Saúde (SUS) é, sem dúvida, uma iniciativa heroica, porém apresenta níveis distintos de qualidade e disponibilidade. O enorme alcance geográfico da telemedicina nos motiva a continuar sonhando com o nosso propósito social: promover a conexão de quem tem a necessidade de atendimento de saúde com médicos especialistas”, ressalta Guilherme Weigert, CEO da Conexa Saúde.


LEIA TAMBÉM

Porto do Açu planeja primeira usina de hidrogênio verde do país

Jornalismo carioca em luto: Aloy Jupiara não resiste à Covid-19

Alerj quer ampliar participação do Rio na BR do Mar

 

 


/