Brasil e China negociam isenção de vistos para aumento de turistas | Diário do Porto

Turismo

Brasil e China negociam isenção de vistos para aumento de turistas

Por ano, a China envia 150 milhões de turistas para o mundo, mas apenas 60 mil escolhem visitar o Brasil. Isenção de vistos é prioridade para mais viagens

29 de março de 2021
Embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, quer aumentar o fluxo de turismo entre os dois países (foto: Embaixada da China / Divulgação)


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O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, se reuniram na última sexta-feira (26) para debater ações de parceria para o fortalecimento das relações entre os dois países, com foco na ampliação do fluxo turístico.

Os dois discutiram temas como a melhor qualificação para receber os turistas, a isenção de vistos para turistas chineses e, também, a abertura de um escritório da Embratur no país asiático e de um escritório de promoção da China no Brasil, que será instalado em São Paulo.

Segundo o embaixador chinês, apesar de seu país ser responsável pela emissão de 150 milhões de turistas para o mundo, apenas 60 mil escolhem o Brasil que, mesmo assim, é o principal destino dos chineses na América Latina. Por outro lado, 90 mil brasileiros visitam a China por ano, número também aquém do potencial brasileiro.


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Intercâmbio entre Brasil e China

Para ampliar esse número na pós-pandemia, o ministro do Turismo reforçou a necessidade do aumento de conectividade aérea entre Brasil e China, além de enfatizar a necessidade de isenção de vistos de entrada no Brasil para os turistas chineses.

“Temos na China um grande e importante parceiro em todos os setores e tenho certeza de que, no pós-pandemia, teremos plenas condições de receber um número crescente de viajantes chineses. O Brasil é o melhor destino para os chineses”, afirmou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

Para o embaixador chinês, “o Brasil é parceiro estratégico da China, não só na América Latina, mas no mundo. A distância geográfica não impede o intercâmbio entre os nossos povos, que têm contribuído para o crescimento dos dois países”, afirmou Yang Wanming.