Brasil começa bem na Paralimpíada | Diário do Porto


Nas esquinas de Tóquio

Brasil começa bem na Paralimpíada

Com um ouro na natação, Brasil inicia contagem regressiva para a centésima medalha dourada da sua história em Paralimpíadas

25 de agosto de 2021

Gabriel Bandeira conquista primeiro ouro paralímpico do Brasil em Tóquio (Ale Cabral/CPB)

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Nas esquinas de Tóquio

Vicente Dattoli

A contagem regressiva começou. Iniciamos a Paralimpíada de Tóquio com 87 medalhas de ouro, mirando a centésima – e no primeiro dia de competições, a distância já foi reduzida. Gabriel Bandeira, nos 100m borboleta para atletas com deficiência intelectual foi lá e… ouro!

E com um detalhe que pode ser chamado de a cereja do bolo: como é a primeira vez que a prova acontece numa Paralímpiada, ele acabou ficando também com o recorde. Isso mesmo: com seus 54s76, Gabriel levou o ouro e ficou com o recorde. É ou não é um excelente começo?

Mas não ficamos apenas nessa conquista dourada, não. Com apenas 19 anos, o mineiro Gabriel Geraldo (será que o nome está ajudando?) faturou o segundo lugar nos 100m costas na segunda classe de menor funcionalidade para deficientes físicos (a, digamos, segunda mais difícil para competir).

Um ouro, uma prata… E dois bronzes. E se a prata veio com um garoto, os bronzes foram conquistados por dois veteranos das piscinas. O primeiro com Phelipe Rodrigues, que fechou a raia em terceiro nos 50m livre na classe S10 – para portadores de deficiência com maior funcionalidade, para usar termos técnicos.

Ou seja: qualquer que seja o grau da classificação, o Brasil está lá… Faturando. Foi simplesmente a oitava medalha de Phelipe, que em Tóquio disputa sua quarta Paralimpíada: são cinco de prata e, agora, três de bronze.


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Daniel Dias amplia recorde na Paralimpíada

Para fechar o dia, mais um recorde. Daniel Dias conquistou uma medalha de bronze. Ficou em terceiro lugar nos 200m livre. Terceiro? Recorde? Sim… Daniel Dias, com o bronze de Tóquio, alcança a incrível marca de 25 medalhas em Jogos Paralímpicos. É pouco?

Então, vamos lá: são 14 medalhas de ouro, quatro de prata e, agora, quatro de bronze. Danielzinho, como é conhecido, chegou a 12s do italiano Bocciardo, que levou o ouro, mas não teve problemas para garantir sua posição, fechando a prova cerca de seis segundos à frente do quarto colocado. E vem mais por aí, afinal, Danielzinho ainda tem umas cinco provas para disputar em Tóquio! Pena que, segundo suas próprias declarações, os Jogos de Tóquio marcarão a sua aposentadoria.

A lamentar, também, e aí em nível geral, que já foram constatados 19 casos de Covid entre os participantes dos Jogos, sendo dois entre atletas.


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