Bradesco Seguros estuda transferir diretoria para o Porto Atlântico | Diário do Porto

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Bradesco Seguros estuda transferir diretoria para o Porto Atlântico

Bradesco deve ficar com 70% da torre corporativa do Porto Atlântico, segundo O Globo. A transação foi informada em primeira mão pelo DIÁRIO DO PORTO

5 de setembro de 2019


Pela proposta da Caixa, o Centro Administrativo ocuparia prédios já prontos no bairro do Santo Cristo (foto Divulgação)


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O Bradesco estuda levar para o complexo Porto Atlântico, no Santo Cristo, parte da operação da Bradesco Seguros, segundo fontes do mercado imobiliário ouvidas pelo DIÁRIO DO PORTO. A transferência envolveria escritórios da diretoria da seguradora, além de funcionários que não puderam ser alocados no Port Corporate. Este edifício, nas proximidades da Rodoviária do Rio, foi comprado da Tishman Speyer para ser a nova sede da seguradora (veja o vídeo sobre o lançamento aqui).

O Porto Atlântico, com imponentes torres de vidros escuros, fica a 100 metros da pracinha do Santo Cristo e a 100 metros do Cais do Porto. Tem uma torre comercial com 330 salas, uma corporativa com 54 unidades para grandes empresas e 50 lojas. Possui também dois hotéis, mas só um deles está em atividade, operado pelas marcas Ibis e Novotel, da francesa Accor.

A negociação entre o Bradesco e a OR, da Odebrecht, em torno do Porto Atlântico envolve 50% da propriedade da OR. A informação foi publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira 5. Há três dias, o DIÁRIO DO PORTO informou, com exclusividade, sobre a transação (“Bradesco negocia compra do Porto Atlântico da Odebrecht”)

O repasse da OR para o Bradesco, segundo O Globo, seria de 50% do Porto Atlântico. Pioneiro na revitalização do Porto Maravilha, o Porto Atlântico é um dos maiores complexos comerciais da cidade do Rio. A transação equivaleria a R$ 250 milhões, para cobrir parte da dívida que a OR tem com o Bradesco. O banco financiou a construção do complexo em 2016.


 

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A ocupação das torres no Porto Atlântico hoje é praticamente zero. O negócio emperrou diante da crise econômica e do imbróglio da engenharia financeira envolvendo a Caixa e a Prefeitura do Rio. Quando foi concluído, o valor de venda do conjunto era estimado em R$ 720 milhões. Mas, para piorar, a Odebrecht se viu no olho do furacão da Lava Jato, inibindo interessados. O grupo pediu recuperação judicial em junho. É por isso que o mercado se animou com o anúncio, feito pelo DIÁRIO DO PORTO, da transferência para o Bradesco. O Bradesco ficaria com 70% dos 30 mil metros quadrados da torre corporativa do Porto Atlântico.

Um exemplo para a Caixa

Se confirmada, a ida de parte da Bradesco Seguros para o Porto Atlântico seria uma jogada de mestre. Pois a holding Bradesco estaria também ajudando a valorizar um bem que agora pertence ao banco. Levando parte de seus funcionários para o local, vai estimular a transferência de outras empresas, além de possibilitar o início da ocupação das 50 lojas do mall, que hoje estão fechadas.

– Muitos proprietários de lojas e escritórios no Porto Atlântico esperam apenas um sinal de ocupação para apostarem no local e transferirem suas atividades. Se o Bradesco chegar, muda o cenário. O local tem ótima infraestrutura e muita mobilidade, falta só um empurrãozinho – disse o diretor de uma grande empresa envolvida nas negociações.

 

Aqwa Corporate Tower
Aqwa Corporate Tower: Caixa estuda transferir sua diretoria para o Porto

A estratégia que o Bradesco estuda adotar é a que a Caixa, maior proprietária de imóveis no Porto Maravilha, deixou de fazer nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer. Em vez de se transferir para o Porto Maravilha, ajudando a revitalizar e valorizar seu patrimônio e o de seus investidores, a Caixa decidiu mudar-se da sede histórica na Carioca para um prédio na Cinelândia, o Passeio Corporate. A decisão foi no governo Temer. Já no governo Bolsonaro, a gestão do banco voltou a estudar ações para fortalecer o Porto Maravilha. Uma delas é transferir sua diretoria para o Aqwa Corporate, da Tishman Speyer, ao lado da roda gigante Rio Star.