Bondes de Santa Teresa têm recorde de público | Diário do Porto


Mobilidade

Bondes de Santa Teresa têm recorde de público

Sistema de bondes transportou 230 mil pessoas nos 7 primeiros meses deste ano, com crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2018

6 de agosto de 2019

Bonde de Santa Teresa: passagem a R$ 20 para quem não mora no bairro (Foto: divulgação)

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Os bondes de Santa Teresa transportaram 230 mil pessoas nos 7 primeiros meses deste ano, com crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2018. Os números estão sendo comemorados pelo Governo do Estado, responsável pelo sistema.

Julho foi o mês em que houve recorde de passageiros, com crescimento de 55% em relação ao ano passado, passando de 27.562 para 42.647. A taxa de ocupação nesse último mês chegou a 73%, contra 47% em julho do ano passado.

O desempenho positivo nos primeiros 7 meses é em parte reflexo do aumento do número de estações, que foram inauguradas no final do ano passado e começo deste. Já os dados de julho mostram influência do período das férias, com mais visitantes de outras áreas da cidade e turistas, embora o preço da passagem seja considerado alto para quem é de fora do bairro, R$ 20,00. Os moradores de Santa Teresa, cadastrados no sistema, não pagam, assim como estudantes uniformizados da rede pública e pessoas com mais de 65 anos.

Com funcionamento de 8h às 17h40, de segunda a sexta, os bondes diminuem a operação aos sábados (10h às 17h40) e aos domingos e feriados (11h às 16h40). Com essa grade, moradores reclamam que não podem usar o transporte para chegar cedo no centro da cidade ou para retornar para casa, após o final do horário comercial, às 18h.

Os carros, com capacidade para 32 passageiros, trafegam com intervalos de 25 minutos na parte da manhã e de 20 minutos, na tarde.


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Acidente

No dia 28 de agosto de 2011, um descarrilamento interrompeu o transporte que sobe as ladeiras do bairro desde o final do século 19, causando a morte de 6 pessoas e mais de 50 feridos.

Os bondes só voltaram a funcionar quatro anos depois, mas atendendo uma extensão bem menor. O funcionamento da linha no trajeto total de 6 km, o mesmo da época do acidente, só ocorreu em janeiro deste ano, com a reativação do transporte até a Parada Dois Irmãos.

As obras para a modernização do sistema e a troca dos velhos bondes por carros mais modernos passaram de  um orçamento inicial de R$ 58,6 milhões, em 2013, para R$ 125 milhões, em 2016, o que causou suspeita de superfaturamento.

Os moradores do bairro gostam de lembrar que antigamente os bondes chegavam ao Largo das Neves e iam até mesmo ao Silvestre, onde era possível a conexão com o trem do Corcovado. Esses são tempos em que a frota de bondes chegou a mais de 20 carros, alguns duplos, com reboques.

Hoje o sistema funciona com 8 veículos. Todos movidos por motores elétricos, tecnologia que foi adotada na linha de bondes de Santa Teresa em 1896.


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