Bonde de Santa Teresa pode ter passagem de R$ 20 reduzida | Diário do Porto


Mobilidade

Bonde de Santa Teresa pode ter passagem de R$ 20 reduzida

Sete anos após acidente que paralisou o tradicional bondinho, moradores se queixam de acesso restrito e são contra a cobrança da tarifa turística, que prejudica também trabalhadores e moradores de outros bairros

28 de agosto de 2018

Bonde de Santa Teresa: passagem a R$ 20 para quem não mora no bairro (Foto: divulgação)

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bonde de santa teresa
Bonde de Santa Teresa: passagem a R$ 20 dificulta acesso de trabalhadores e quem vem de outros bairros (Foto: Reprodução de internet)

Sete anos após o acidente que deixou seis mortos e 50 feridos, moradores de Santa Teresa reclamam da demora na reativação completa do tradicional Bonde que circula há décadas no bairro e da cobrança da tarifa turística de R$ 20 (ida e volta). Apesar de ter direito a viagens gratuitas no Bondinho, assim como estudantes da rede pública uniformizados e pessoas acima de 65 anos, os moradores afirmam que os trabalhadores que precisam ir a Santa Teresa e moradores de bairros vizinhos têm que arcar com o preço.

A situação pode estar com os dias contados. Relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga as irregularidades da gestão pública no setor de transportes sugere que seja revogado o decreto (46.246/18) do governador Luiz Fernando Pezão que aumentou a tarifa do Bilhete Único e que seja extinta a tarifa turística de R$ 20 do bonde de Santa Teresa.

Restrições no percurso

No dia 28 de agosto de 2011, um descarrilamento interrompeu o transporte que sobe as ladeiras do bairro há décadas. Os bondes só voltaram a funcionar quatro anos depois, mas atendendo uma extensão bem menor.

Atualmente, o bonde sai do Centro da cidade e passa pelos largos do Curvelo e dos Guimarães. Também são atendidos em horários mais restritos os percursos até a Praça Odylo Costa Neto e a Rua Francisco Muratori. A  Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) alega que o percurso é restrito.

No domingo (26), foi realizada uma missa em memória dos mortos na Igreja Anglicana do Largo dos Guimarães. Durante a tarde, a associação coletou assinaturas e panfletou para mobilizar os moradores do bairro. Manifestantes também fizeram um cortejo em direção ao Largo das Neves.

Obras de expansão retomadas pelo estado

Os bondes de Santa Teresa são operados pela Central Logística, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Transportes. No último dia 16, foi iniciada uma nova fase da obra de expansão até o Largo do França.

O serviço foi retomado em julho, após mais de dois anos de espera por conta da crise financeira do estado. O novo trecho de 1,5 km vai da Praça Odylo Costa Neto até o Largo do França. O prazo de entrega é de quatro meses.

Aprovado por unanimidade no último dia 15, o relatório da CPI dos Transportes na Alerj reforça aquilo que o Ministério Público Estadual (MPE-RJ) já havia pedido: a extinção da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). 

  • Com Agência Brasil e Alerj

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