Blockchain.Rio mostra usos da nova tecnologia | Diário do Porto


Inovação

Blockchain.Rio mostra usos da nova tecnologia

Evento realizado no HUB RJ mostrou aplicações do blockchain, tecnologia que, por exemplo, simplifica transações financeiras ou imobiliárias

10 de dezembro de 2019

A engenheira Marcela Gonçalves, diretora de desenvolvimento empresarial e sócia da Multiledger, foi uma das palestrantes do Blockchain.Rio, realizado no HUB RJ (Foto: DiPo)

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Blockchain é um termo muito utilizado atualmente, mas poucos entendem realmente do que se trata. Buscando explicar e mostrar casos reais de aplicação dessa tecnologia, inclusive na gestão pública, aconteceu na última segunda-feira, 9, no HUB RJ, o workshop Blockchain.Rio, com o tema: “Impactos e potenciais da aplicação na gestão pública”.

Organizado por várias entidades como o Hub RJ, Multiledgers e diferentes setores da Prefeitura do Rio como o LabGov.rio, Centro de Operações e o Fomenta Rio, o workshop trouxe o blockchain para mais próximo do público. Grande instrumento de inovação, a tecnologia  é eficiente, rápida e segura, para áreas como finanças, saúde e educação.

A tecnologia blockchain surgiu com o bitcoin (criptomoeda), em 2008, para descentralizar os dados e aumentar a segurança. As bases de registros e os dados são compartilhados com todos os usuários e cada um possui uma chave criptografada para acesso dos dados distribuídos em diversas nuvens (multicloud). Esse tipo de tecnologia é considerada pela segurança da informação como quase à prova de falhas.

Um exemplo prático de uso do blockchain já ocorre em um cartório do Rio, onde transações para a compra de um imóvel têm o prazo reduzido de 30 dias para 20 minutos.  Isso ocorre porque todo o processo é realizado em uma rede descentralizada de administradores, com registros de cada etapa, o que dá maior segurança.  

A engenheira Marcela Gonçalves, diretora de desenvolvimento empresarial e sócia da Multiledgers, empresa de infraestrutura de rede em blockchain, explicou a tecnologia em sua palestra, destacando as possibilidades de uso. A especialista acredita que, em um futuro próximo, o mercado financeiro será muito renovado com a tecnologia blockchain: “Eu acho que ele vai ser muito utilizado para pagamentos porque possibilita uma solução mais barata, um número menor de intermediários. Com a visão de modelos de pagamentos são criadas redes organizacionais”.


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Quem já está vivendo o futuro é o Banco Mumbuca, da Prefeitura de Maricá, na região metropolitana do Rio. O uso do blockchain pelo banco foi explicado por João Bosco de Lima, da Money Cloud, empresa especializada em desenvolvimento de projetos financeiros, que presta serviços para a prefeitura.

A experiência em Maricá repete o sucesso alcançado em Fortaleza (CE) com o Banco Palmas, banco comunitário mais antigo do país, que utiliza uma moeda social eletrônica, especialmente voltada para o público de baixa renda e sem conta em bancos tradicionais. Dessa forma, a compra pode ser realizada por meio do celular ou de cartão e parte do valor, que antes era apropriada pelos agentes financeiros, é reinvestida na própria comunidade. Em Maricá, essa parte do valor reinvestida localmente chegou a R$ 70 milhões.

O projeto tem planos para ampliação. As cidades de Belo Horizonte (MG) e Niterói (RJ), terão um projeto piloto. Para a cidade do Rio de Janeiro também existe um projeto de implantação para os catadores de recicláveis.

Bruno Souza, sócio do Hub RJ, acredita que o seminário foi essencial para aumentar a compreensão sobre essa tecnologia. “Essa iniciativa dá oportunidade para as pessoas terem maior aproximação com essa novidade. Acho que o mais importante é trazer exemplos,  iniciativas já validadas em outros lugares. Fico muito feliz que esteja sendo feito dessa maneira aqui no Hub RJ”, afirma Bruno.


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