Bicicletas de Ai Weiwei invadem a Candelária | Diário do Porto

Exposição

Bicicletas de Ai Weiwei invadem a Candelária

Instalação em frente ao CCBB chama a atenção para a exposição Raiz, com obras do chinês Ai Weiwei, que inclui o Paço Imperial

21 de agosto de 2019


Instalação com bicicletas em frente a igreja da Cinelândia (Foto:DiPo)


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A área em torno da Igreja da Candelária não é mais a mesma: uma instalação artística alterou a paisagem. De longe, o motorista da Comlurb Ribamar Dutra acreditava que era um túnel. Já para o seu Moacir dos Santos, pescador, era uma réplica do 14 bis, aeronave construída por Santos Dumont. Na verdade, a obra faz parte da exposição “Raiz”, que começou nesta quarta-feira 21 no CentroCultural Banco do Brasil e no Paço Imperial.

Desde a semana passada, as mais de 1,2 mil bicicletas de aço inoxidável formam a escultura “bicicletas forever”. Para o criador, Ai Weiwei, artista plástico chinês, elas representam a liberdade. Isso porque, quando passou a infância em exílio com o seu pai, no deserto de Gabi, ter uma bicicleta era sinal de riqueza e luxo. Além disso, durante o período em que foi professor, utilizava o meio de transporte para mostrar aos alunos como eles poderiam construir com materiais diferentes do comum.

Ai Weiwei conectou as bicicletas para mostrar as liberdades individuais de cada um
A junção das bicicletas monta a instalação do artista plástico Ai Weiwei (Foto: DiPo)

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Sob curadoria de Marcello Dantas, a ideia de fazer uma exposição com Ai Weiwei nasceu em 2011. No entanto, acabou tendo que ser interrompida por conta da detenção do artista plástico na China por três meses, seguida de uma detenção domiciliar até 2015, por conta do seu posicionamento político.

Para começar este novo projeto, Ai Weiwei impôs como condição a sua liberdade absoluta para a criação, sem precisar se submeter a qualquer avaliação prévia. A mostra conta também com outras obras produzidas ao longo da vida do artista, como “Deixando cair uma urna da dinastia Han” (1995), o registro do artista quebrando uma peça de 2 mil anos que o projetou internacionalmente; e “Uvas” (2010), instalação com 32 bancos de madeira da dinastia Qing unidos; entre outros.

Outras obras do artista também fazem parte da exposição “Raízes”. Foto: DiPo)

Serviço:

“Ai Weiwei – Raiz”

Onde:CCBB — Rua Primeiro de Março, 66, Centro (3808-2020) e Paço Imperial — Praça XV, 48, Centro (2215-2093).

Quando: Quarta a segunda, das 9 às 21h.

Do dia 21/08 até 4/11.

Grátis – Classificação: Livre