Belgas farão fábrica de locomotivas, em Macaé, a partir de janeiro | Diário do Porto


Investimentos

Belgas farão fábrica de locomotivas, em Macaé, a partir de janeiro

Multinacional Johh Cockerill confirma fábrica de locomotivas em Macaé. Obras começam em janeiro e devem gerar 100 empregos

5 de julho de 2021

Fábrica de locomotivas da John Cockerill na cidade de Liége, na Bélgica: segunda unidade será em Macaé (Reprodução de internet)

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A empresa belga John Cockerill confirmou para janeiro próximo o início das obras da fábrica de locomotivas, em Macaé. Na fase de construção, serão gerados cerca de 100 empregos diretos, 90% na própria cidade. A confirmação está de acordo com informações antecipadas pelo DIÁRIO DO PORTOaqui.

O objetivo inicial da empresa é trabalhar na produção de 12 locomotivas de manobra 700 HP, movidas a diesel e eletricidade, encomendadas no início deste ano pela Gerdau para escoar sua produção da usina de Ouro Branco (MG), como noticiou a Revista Ferroviária. O projeto deve levar 5 anos para ser totalmente entregue. A John Cockerill também está de olho no mercado externo e em novas encomendas no Brasil.

Esta será a segunda unidade de fabricação de locomotivas da multinacional – a única existente fica na matriz em Seraing, na Bélgica, que exporta para diversos países, além de atuar na manutenção de trens de alta velocidade. Custos menores em relação à fabricação na Europa, devido à diferença de câmbio, pesaram na decisão de construir uma segunda fábrica no Brasil.

“Essas locomotivas seriam fabricadas na matriz, na Bélgica. Devido à desvalorização do real frente ao euro, a gente chegou à conclusão que seria melhor montar aqui em Macaé, onde temos uma unidade grande. Hoje, está muito mais barato fabricar aqui e exportar”, disse Marcelo Amado, gerente da Divisão Oil & Gás da John Cockerill no Brasil, à Revista Ferroviária.


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A fábrica de locomotivas será construída na mesma base da empresa, no bairro Novo Cavaleiros. No terreno com 13.800 m², serão instalados um galpão e 50 metros de trilhos, para testes e manobras. Como já há uma grande caldeiraria no local, a maior parte da estrutura das locomotivas deve ser feita em Macaé, enquanto outros componentes devem ser adquiridos prioritariamente no mercado interno.

“Temos um grande fabricante de motores elétricos no Brasil, por exemplo, que é a WEG. Também temos alguns fabricantes de eixos de rodagem em Minas Gerais…”, citou Marcelo. Segundo ele, apenas a tecnologia e alguns outros componentes virão da Europa.

A expertise em fabricação e manutenção de locomotivas vem desde a origem da empresa, no século XIX, quando fabricava diversos modelos a vapor, destinados tanto à indústria quanto para sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos.

A empresa belga chegou ao país em 2005, para instalar a planta da ArcelorMittal, em São Francisco do Sul (SC), e mantém sua sede brasileira em Joinville (SC). Em Macaé desde 2014, atua no fornecimento de serviços de manutenção de equipamentos e construção, além de montagem de plantas industriais para o mercado offhore.