Batalhão da Praça da Harmonia dá exemplo para o Estado do Rio | Diário do Porto


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Batalhão da Praça da Harmonia dá exemplo para o Estado do Rio

O 5º BPM, que abrange toda a região central do Rio, incluindo a Zona Portuária, é um dos cinco batalhões do estado que conseguiram saldo positivo no combate à criminalidade nos seis primeiros meses do ano. Foram registrados 1.204 roubos de rua na região, abaixo da meta estipulada de 1.326 pela Secretaria de Segurança. Houve registros de 196 veículos roubados na área, contra 209 do que era previsto. Foram ainda registrados 31 crimes contra a vida, um a menos do que era estimado

18 de julho de 2018



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O 5º BPM (Praça da Harmonia), que abrange todo o Centro do Rio de Janeiro, incluindo a Zona Portuária, é um dos cinco batalhões da Polícia Militar que conseguiram saldo positivo de combate à criminalidade nos seis primeiros meses do ano. Um balanço realizado pelo jornal ‘Extra’, divulgado nesta quarta-feira (18), mostra que 34 dos 39  batalhões da PM no estado não conseguiram alcançar os objetivos do primeiro semestre estipulados pela Secretaria de Segurança em janeiro deste ano. Um sinal claro de que a intervenção federal na segurança, iniciada há quatro meses e meio, não contribuiu para o Rio atingir as metas de redução de criminalidade.

Localizado na bucólica Praça da Harmonia, na Gamboa, o 5º BPM abrange os bairros do Centro, Castelo, Lapa, Gamboa, Santo Cristo, Saúde, Santa Teresa e Ilha de Paquetá. Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 1.204 roubos de rua nesta região, abaixo da meta estipulada de 1.326 pela Secretaria de Segurança. Houve registros de 196 veículos roubados na área, contra 209 do que era previsto. Foram ainda registrados 31 crimes contra a vida, um a menos do que se estimava.

Para o primeiro semestre deste ano, a secretaria estipulou uma redução de 5% na letalidade violenta, 8% nos roubos de veículos e 9% nos roubos de rua em relação ao primeiro semestre de 2017. Policiais dos batalhões que conseguem as melhores pontuações ganham direito a bonificações de até R$ 3 mil. Além do 5º BPM (Praça da Harmonia), apenas o 27º BPM (Santa Cruz) bateu a meta na capital. Na Baixada Fluminense, só o 20º BPM (Mesquita) alcançou os objetivos. Já no interior, o 10º BPM (Barra do Piraí) e o 30º BPM (Teresópolis) conseguiram reduzir os três indicadores no período.

Os primeiros seis meses de 2018 registraram a maior quantidade de mortes pela polícia desde que o estado começou a contar homicídios decorrentes de ação policial, em 2003. De janeiro a junho, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), policiais mataram, em serviço, 766 pessoas — 32% a mais do que a a quantidade de mortes do tipo registrada o mesmo período do ano passado.

Mais sobre o levantamento

O levantamento mostra ainda que sete unidades não bateram nenhuma das metas e 12 batalhões não conseguiram alcançar os objetivos em dois indicadores. A maior dificuldade foi em relação às metas de letalidade violenta — índice que aglutina homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, latrocínios e homicídios decorrentes de ações policiais. Do total, 25 batalhões não alcançaram os objetivos de redução de crimes contra a vida.

O estado inteiro só bateu uma das três metas: a de roubos de rua. Mesmo assim, esse objetivo só foi atingido porque foram levados em conta, no cálculo desse indicador, somente os meses de abril, maio e junho. A Secretaria de Segurança concluiu que roubo de rua foi o indicador mais distorcido pela subnotificação durante a greve da Polícia Civil de janeiro a março do ano passado. O ‘Extra’ comparou os indicadores do primeiro semestre com os dados do Termo de Comunicação de Meta, documento interno da Secretaria de Segurança em que a pasta comunica as metas para os seis primeiros meses do ano às polícias Civil e Militar.

Fonte: Extra, com Redação

 

 

 


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