Barracões de 14 escolas reabrem na Cidade do Samba | Diário do Porto


Carnaval

Barracões de 14 escolas reabrem na Cidade do Samba

Justiça do Rio atende a pedido da Liesa e determina desinterdição da Cidade do Samba, que estava fechada desde janeiro deste ano, por conta de um incêndio

24 de julho de 2021

Cidade do Samba, na Região Portuária, abriga barracões de 14 escolas de samba do Rio (Foto

Compartilhe essa notícia:


A Justiça do Rio permitiu a reabertura da Cidade do Samba, na Região Portuária. A desembargadora Helda Lima Meireles, presidente da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, decidiu nesta sexta-feira (23/7) pela desinterdição do local, fechado desde janeiro, após determinação judicial para que as instalações fossem reestruturadas, por conta do risco de incêndio. Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), as 14 agremiações que ocupam barracões no local vão poder voltar às atividades já na próxima semana.

A Cidade do Samba havia sido interditada em dezembro de 2020, após concessão de liminar requerida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, até que suas instalações fossem reestruturadas de forma a minimizar os riscos de incêndio. A decisão judicial estabelecia ainda pena de multa diária no valor de R$ 10 mil para o caso de descumprimento.

Na decisão desta sexta, a magistrada acolheu o requerimento da Liesa, considerando o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Corpo de Bombeiros e a Riotur e o Auto de Desinterdição administrativa integral do imóvel, apresentado no dia 4 de junho de 2021. No TAC, a prefeitura se comprometeu a regularizar a situação até 30 de abril de 2024.

Em dezembro de 2020, incêndio em barracão na Cidade do Samba levou MP a pedir interdição do local (Reprodução de Internet)

Cidade do Samba – confira a íntegra da decisão

Considerando-se as razões lançadas pela LIESA – Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, em especial a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta entre o Corpo de Bombeiros e a RIOTUR, ainda que na esfera extrajudicial, sendo que aquele sequer figura como parte na ação civil pública originária.

Considerando-se ainda o Auto de Desinterdição, acostado a fls. 607, do presente instrumento, informando que cessaram os motivos que determinaram a lavratura do Auto de Interdição nº 08, expedido em 04 de dezembro de 2018. Considerando-se, finalmente, a desnecessidade de homologação judicial do TAC acima mencionado e os evidentes prejuízos suportados em razão da manutenção da interdição na Cidade do Samba. Defiro o requerido a fls. 632, revogando-se a decisão de fls. 49/51.”, diz a magistrada, na decisão.


LEIA TAMBÉM

Não é de carnaval que a Ilha precisa. RespeitaPaquetá

Amarelinho e La Fiorentina estão de volta à cena carioca

Brasileiros avistarão mais baleias na temporada deste ano