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Balsa de grande porte naufraga próximo à ponte Rio-Niterói

Marinha instaura inquérito para investigar naufrágio da balsa. Anvisa informa que subiu para 6 os navios infectados pelo coronavírus na Baía de Guanabara

28 de abril de 2020
A balsa que naufragou na Baía de Guanabara teria cerca de 1.000 litros de óleo e 6.000 toneladas de ferro gusa (foto: Reprodução / TV Globo)

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A Marinha abriu um inquérito administrativo para apurar as causas do naufrágio de uma balsa de grande porte, ocorrido no final da tarde da segunda-feira, 27 de abril, nas proximidades da Ponte Rio-Niterói.

Não houve feridos no naufrágio, mas há informações de que a balsa Rio Port I, levava em torno de 6.000 toneladas de ferro gusa, material básico para a produção de aço, e um gerador de energia elétrica, que conteria cerca de 1.000 litros de óleo.

Na manhã de terça-feira, era visível uma grande mancha de óleo nas proximidades do naufrágio. A organização ambiental Baía Viva pediu a instalação de barreiras de contenção de óleo, para evitar a dispersão e contaminação de outras áreas da baía.

Segundo a Marinha, uma equipe da Capitania dos Portos esteve no local logo após o naufrágio, para busca e salvamento, além de colher informações para o inquérito que vai investigar as causas e responsabilidades do incidente. Em nota, a Marinha explica os procedimentos que está adotando: “A Marinha do Brasil instaura o competente procedimento administrativo, nos termos da lei 9966/2000, para vazamento/lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas, em águas sob jurisdição nacional, provenientes de embarcação. As demais autoridades ambientais foram informadas sobre o acidente, uma vez que a embarcação transportava ferro gusa, para a atuação dentro das respectivas competências”.

Navios contaminados

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que subiu para 6 o número de navios com casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, na Baía de Guanabara. Pelo menos 30 marinheiros estão com a Covid-19, dos quais uma parte já foi retirada das embarcações.

De acordo com a Anvisa, o isolamento dos marinheiros infectados pode ser realizado em suas casas, em hotéis custeados pelas empresas contratantes, ou nos próprios navios. Entretanto, as estruturas e acomodações das embarcações muitas vezes impedem que o isolamento seja realizado nelas mesmas.

As atividades nos navios contaminados estão suspensas, com o objetivo de evitar novos casos da Covid-19. Os riscos nas embarcações são altos, pois os tripulantes estão sujeitos a longas cargas de trabalho, em espaço confinado. Segundo a Anvisa, em alguns casos a operação de uma embarcação pode ser bloqueada para ser feita uma investigação mais detalhada dos dados de saúde da tripulação e de sua situação.


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